Remédios ficarão até 5,6% mais caros a partir de abril no país

O preço dos remédios comercializados no Brasil subirá até 5,6% a partir de abril, acompanhando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pelos cálculos do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma).

A resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) que trará o reajuste oficial de 2023 deve ser publicada nesta sexta-feira (31) e vale para cerca 13 mil apresentações de remédios de prescrição médica.

Cimed abona débitos e repõe estoque de farmácias de Rio Branco atingidas pelas chuvas devastadoras

A Cimed anunciou, neste sábado, 25, que irá cancelar todos os títulos a vencer e vencidos referentes aos contratos firmados até essa data, além de repor os estoques de farmácias do Rio Branco, no Acre, que foram gravemente atingidas por fortes chuvas. Muitas delas foram inundadas, com perda total de produtos e medicamentos,

“As farmácias independentes, que são os pequenos negócios de bairro, são muito mais do que clientes, são nossos parceiros. Os empresários brasileiros precisam se unir para ajudar a população a se reerguer e continuar com seu negócio de pé, explica João Adibe Marques, presidente da Cimed.

A companhia está presente em 90% das farmácias brasileiras e tem em seu portfólio mais de 600 produtos, entre medicamentos, vitaminas, suplementos e produtos de higiene e beleza. As farmácias de Rio Branco devem procurar os representantes comerciais da Cimed para quitação dos débitos e reposição dos produtos.

‘É preciso que se saiba o que há no produto’ diz psiquiatra

Médicos que receitam tratamentos de cannabis destacam diferenças entre remédios industrializados e os não industrializados.

“Cada médico tem sua autonomia, mas a recomendação é que prescrevam de preferência produtos que tenham certificado de análise que comprove as concentrações dos canabinoides e a segurança dos processos. Normalmente, esse tipo de certificação é obtido por produtos industrializados”, diz o pisquiatra Vinicius Barbosa, membro do corpo clínico do Hospital Sírio-Libânes, de São Paulo, e atual coordenador do Núcleo de Cannabis Medicinal da instituição.

De modo geral, a dificuldade em relação aos produtos das associações, diz Barbosa, é que eles não passam pelo mesmo critério e análises dos industrializados e isso pode deixar dúvidas sobre os teores e os canabinoides presentes em cada frasco de remédios produzidos por associações de pacientes.

“Não significa que o produto de uma associação não possa fazer bem. Minha questão é que, como médico, preciso ter garantia do que há naquele produto. É uma questão de segurança”, diz. Ele cita como exemplo casos de crianças que não podem ser expostas a teores de THC elevados.

Rede D’Or estuda pôr imóveis como garantia para SulAmérica e transformar seguradora em medicina de grupo

A Rede D’Or está estudando colocar alguns de seus imóveis como ativos garantidores para a SulAmérica. Com isso, a seguradora de saúde libera parte dos R$ 4 bilhões que, atualmente, estão bloqueados como reservas exigidas pelos órgãos reguladores. Além disso, o grupo hospitalar está analisando transformar a seguradora em uma operadora de medicina de grupo, que tem uma tributação menor.

“Estamos estudando todas as possibilidades e nos próximos trimestres deveremos ter mais novidades”, disse Paulo Moll, presidente da Rede D’Or. A companhia realizou, ontem, sua primeira teleconferência de resultados a analistas e investidores em conjunto com a SulAmérica — a fusão dos negócios foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em dezembro.

Uma seguradora, que se enquadra como instituição financeira, paga 40% de IR e Contribuição Social, além de IOF. Já nas medicinas de grupo, a tributação é de 34%, uma vez que é calculada sobre o ISS.