Com cautela da China, Índia aumenta comércio com o Ocidente
Índia quer mais proteção da China e um comércio mais livre com todos os outros
Índia quer mais proteção da China e um comércio mais livre com todos os outros
Campanha do governo Biden para limitar os avanços tecnológicos do governo chinês incluiu novos nomes de gigantes do setor chineses na lista de sanções
Xi deve mostrar que é de fato um amigo, fornecendo armas para a Putim? A decisão da China dirá muita coisa sobre como o país vê o futuro do mundo
Pequim quer evitar ter de recorrer a grandes estímulos fiscais
A farmacêutica Eurofarma fez novo aporte na startup catarinense Ocean Drop, especializada em suplementação alimentar com base em nutrientes marinhos. Foram R$ 15 milhões investidos para reforçar sua atuação no e-commerce e em lojas físicas. Com isso, a Eurofarma amplia a participação na Ocean Drop.
Feito em 2021 por meio da Neuron, Corporate Venture Capital da Eurofarma, o primeiro aporte foi de R$ 4 milhões.
Criada em 2016, a startup tem como marca principal a Ocean Drop, de suplementos altamente concentrados em vitaminas, antioxidantes e minerais baseados em nutrientes marinhos. Já a OMV (Oh Minhas Vitaminas) foi lançada em 2021 e permite personalizar suplementos para cada objetivo e necessidade do consumidor.
Impulsionada pelo marketing das celebridades, a onda de harmonização facial atraiu o interesse de um relevante player da indústria farmacêutica brasileira. A Cimed, um dos maiores laboratórios de medicamentos genéricos do país em receitas, pretende lucrar com a demanda crescente por ácido hialurônico, usado em procedimentos para evitar flacidez e sinais do envelhecimento da pele.
A partir do segundo semestre, a companhia planeja entrar nesse segmento, fornecendo o produto às clínicas de estética. Em entrevista à Bloomberg Línea, o CEO da Cimed, João Adibe, diz ter fechado uma parceria com um sócio coreano, cujo nome não é revelado, para explorar esse nicho. O executivo também revela a ambição de continuar em 2023 crescendo acima da média do mercado.
A companhia aguarda o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o lançamento de 150 produtos, segundo o CEO. A Cimed, que se apresenta como o sexto maior laboratório de genéricos no Brasil em faturamento, encerrou 2022 com 77 moléculas em seu portfólio. O mercado de genéricos tem um total de 423 moléculas, segundo a empresa.
O CEO disse que o principal investimento em marketing da companhia neste ano será no segundo semestre para reforçar a visibilidade dos novos negócios, principalmente com publicidade na TV Globo. Estimular a demanda pelo consumo de produtos para imunidade, como vitaminas, é um dos objetivos. “Só 6% da população brasileira toma vitaminas. O potencial é gigantesco”, afirma.
Para levantar recursos, a Cimed realizou, no ano passado, uma emissão de debêntures no montante de R$ 100 milhões. O CFO da empresa, José Roberto Lettiere (ex-CFO da Natura), explicou que a captação serviu para reforçar o capital de giro, acelerar investimentos e alongar dívidas de curto prazo. “Buscamos otimizar nossa rentabilidade com uma forte geração de caixa”, disse Lettiere.
A Cimed, divulgou hoje o balanço completo de 2022 da companhia. A empresa atingiu R$ 1,9 bilhão de Receita Líquida, aumento de 22,5% em relação ao ano anterior. O resultado está 7% acima do guidance da empresa e representa o dobro do crescimento do mercado em faturamento junto ao consumidor em 2022, segundo auditoria elaborada e divulgada pelo IQVIA.
No período, a companhia também ganhou share em 70% de seu portfólio, em função da melhoria de MIX e estratégia de precificação, que aumentou o tíquete médio dos produtos em 25% quando comparado com o ano anterior.
O desempenho também foi impulsionado pela unidade de medicamentos, com destaque para Genéricos, com crescimento em sell-out orgânico em 6,2 pontos percentuais acima do mercado, e de OTC, com crescimento de faturamento de 49% em comparação com ano anterior, puxado pela alta demanda de antigripais e medicamentos para doenças respiratórias. A companhia também registrou performance positiva nos produtos de higiene e beleza com crescimento em sell-out orgânico superior ao dobro do mercado.
O EBITDA ajustado cresceu 18,9% em comparação com o ano anterior, atingindo R$ 479 milhões e 24,7% de margem EBITDA com um impacto de R$ 24 milhões de custo fixo da nova unidade fabril da Cimed, inaugurada em 2022, em Pouso Alegre. A nova unidade produziu uma parcela de sua capacidade totalizando 80 milhões de unidades no último ano. Além disso, houve um impacto de R$ 28 milhões do ramp-up da fábrica nova já excluídos do resultado ajustado. O Lucro Líquido ajustado cresceu 4,9%, representando 13,8% da Receita Líquida.
A empresa também continuou com suas atividades no mercado de capitais, realizando a segunda emissão de debêntures no montante de R$ 100 milhões. Os recursos foram captados como reforço de capital de giro, permitindo acelerar os investimentos no futuro e alongar dívidas de curto prazo.
A companhia prepara a casa para uma abertura de capital. “Nossa governança vem evoluindo há alguns anos. Hoje, somos uma S/A ainda de capital fechado e estamos a um nível anterior a uma empresa listada. Estamos criando uma estrutura de governança mais robusta. Primeiro criamos o conselho ainda com pessoas ligadas à companhia. O segundo passo foi trazer um conselheiro independente, que assumiu a presidência do conselho, e agora, chegou mais um conselheiro independente”, afirma Lettiere, CFO da Cimed.
Em setembro de 2022, Nicola Calicchio, executivo com passagens por McKinsey, Softbank e Morgan Stanley, assumiu a presidência do conselho de administração da companhia. Em fevereiro, pouco mais de um mês atrás, a Cimed anunciou a chegada de outro membro independente para seu conselho: Denis Caldeira de Almeida, com passagens por empresas de tecnologia Google, Facebook, Telefonica. “Montamos a governança para ter independência e, ao mesmo tempo, isso nos posiciona frente ao mercado e ajuda na emissão de eventuais debêntures, por exemplo. Tudo isso tem um papel financeiro, mas tem um papel muito estratégico para a empresa”, completa Lettiere.
“Dentro do nosso planejamento, a gente tem como visão uma abertura de capital. E o nosso setor não precisa esperar uma janela. O mercado quer investir em empresas que tenham margem e os investidores têm apetite gigante para a nossa indústria [farmacêutica]”, afirma Adibe, que afirma ainda que a entrada da empresa na bolsa traria mais segurança aos investidores. “Os analistas de mercado, hoje, sofrem com informações de indústria farmacêutica. Só há duas empresas [de capital aberto do setor] e a classe de produtos é muito diferente. A Cimed entrando no jogo, ajudará a divulgar o setor”, completa.
Governo precisa reduzir incertezas, num cenário em que muitas empresas enfrentam um quadro difícil, que combina endividamento a juros elevados e perda de receitas
“Termômetro” mais preciso, núcleo está pior aqui que no exterior