Estudo ajuda a entender como funciona enzima envolvida em doenças autoimunes

Sua deficiência estimula respostas inflamatórias como as que ocorrem nos casos de diabetes tipo 1, artrite reumatoide, osteoartrite, lúpus e certos tipos de câncer.
Diferentemente de muitas enzimas envolvidas em cânceres e outras patologias, que se mostram muito presentes ou que têm mutações que as tornam muito ativas, exigindo a ação de drogas que bloqueiem seu funcionamento (a maioria dos medicamentos atua nesse sentido), o gene da PTPN2 apresenta polimorfismos (formas alternativas do gene) que levam à perda de sua função proteica —e isso está ligado ao fato de se agruparem naturalmente. Ou seja, é sua deficiência ou ineficácia enzimática que faz com que o paciente tenha inflamação e reação autoimune exacerbadas.

“Sabendo disso, podemos pesquisar melhor drogas de ação oral, nasal ou injetáveis já existentes que possam atuar diretamente na ativação dessa enzima nos casos em que ela está inativa naturalmente, que é o que ocorre no lúpus, na artrite reumatoide, no diabetes tipo 1, em certos linfomas, no câncer de mama e no glioblastoma [tumor maligno que afeta o cérebro e a coluna]”, afirma Forti.

Cetamina trata depressão resistente e ideação suicida

Substância anestésica pode apresentar efeitos positivos após 24 horas
“No cérebro, os antidepressivos clássicos modulam os sistemas monoaminérgicos —noradrenalina, serotonina e dopamina. Já os mecanismos de ação da cetamina envolvem a modulação do sistema glutamatérgico”, explica o psiquiatra Leandro Valiengo, coordenador do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e do Serviço de Cetamina do IPq HC-FMUSP (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

Medicamento contra Covid tem testes no Brasil

Um medicamento contra Covid testado no Brasil demonstrou resultados promissores no combate a formas graves do vírus. Chamado de Interferon lambda peguilado, o remédio reduziu pela metade as chances de um paciente com a doença ser hospitalizado, se mostrou eficiente para anular todas as variantes do vírus e ainda pode ser mais prático e barato que outros remédios já usados. As informações são do G1.

Os resultados apareceram após ensaios clínicos de fase 3 feitos no Brasil e no Canadá entre 2021 e 2022 e publicados neste mês na revista científica The New England Journal of Medicine, uma das mais importantes da área. No Brasil, mais de 30 cidades participaram do estudo (a maioria em Minas Gerais). A redução nas hospitalizações foi de 51% entre pacientes que receberam Interferon e estavam vacinados.

O estudo foi coordenado pelo brasileiro Gilmar Reis, professor de medicina da PUC Minas e associado da Universidade McMaster (Canadá), que vem apostando em pesquisas de medicamentos que atuam no sistema imunológico do paciente para frear a Covid, o que é uma ação diferente de outros remédios já existentes no mercado, como o Paxlovid, da Pfizer.

Governo proíbe uso de animais em testes de cosméticos

O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) proibiu o uso de animais em testes, pesquisa, desenvolvimento e controle de cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes.

O órgão, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), publicou a resolução nesta quarta-feira, dia 1º, no Diário Oficial da União. As novas regras têm vigência imediata.

A norma proíbe o uso de animais vertebrados nos casos em que os ingredientes e compostos já possuam segurança e eficácia comprovada cientificamente. Nas situações em que as fórmulas sejam novas e não tenham ainda evidência de segurança ou eficácia, a resolução estabelece a obrigatoriedade do uso de métodos alternativos (que substituem, reduzem ou refinam o uso de animais) reconhecidos pelo Concea.

Natulab é a farmacêutica com maior avanço na indústria

A Natulab terminou 2022 como a farmacêutica que mais cresceu percentualmente em vendas, levando em consideração o preço de compra da farmácia (R$ PPP). A expansão foi de 54%, com um salto de 11 posições nesse ranking. Já em unidades, foram 113 milhões de produtos comercializados no varejo, o que representou um incremento de 40% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o mercado avançou 7,6%.

Presente em cerca de 89 mil farmácias, equivalente a uma cobertura de 98,7% dos PDVs farmacêuticos no Brasil, a Natulab subiu sete posições no ranking da indústria farmacêutica e hoje figura na 15ª colocação em faturamento em unidades, segundo indicadores da IQVIA.

Atualmente com 161 SKUs, a companhia sustentou seu crescimento em marcas já consagradas do portfólio. É o caso do família de analgésicos Maxalgina, com 26,7% de market share e evolução de 59,3% em unidades vendidas.
O calmante Seakalm consolidou a liderança entre as passifloras. A versão de 260mg terminou dezembro com 37% de market share, ganhando 1,5 ponto percentual em relação a 2021. Em seu segundo ano de mercado, a apresentação de maior dosagem, Seakalm 600mg, obteve 32% de participação e um avanço de aproximadamente 200% em relação ao ano anterior. O sucesso de toda a família Seakalm, apoiada por um plano de mídia, trouxe muitos novos pacientes para a categoria.

Hapvida tem perda de R$ 10,5 bi na bolsa

Maior operadora de planos de saúde do país, a Hapvida viu seu valor de mercado cair R$ 10,5 bilhões, para R$ 21,6 bilhões, nesta quarta-feira, após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2022. Os números vieram abaixo das projeções do mercado, que já eram pessimistas. As ações da empresa desvalorizaram 32,74%, terminando o dia cotadas a R$ 3,02. Foi a maior queda desde a abertura de capital, em 2018.