Nova fábrica da Eurofarma deve receber até R$ 1,8 bilhão
Segundo a analista ambiental Maira Araújo e o engenheiro Guilherme Caldeira, a farmacêutica está adquirindo mais 300 mil metros quadrados para ampliar os investimentos.
Segundo a analista ambiental Maira Araújo e o engenheiro Guilherme Caldeira, a farmacêutica está adquirindo mais 300 mil metros quadrados para ampliar os investimentos.
A resolução CTE/CMED nº 4/2021, de 25 de março de 2021, havia estabelecido preços provisórios para a venda dos medicamentos destinados a Covid-19, entre os quais se encontra o Ghemaxan, medicamento destinado ao tratamento e profilaxia do tromboembolismo que vem sendo utilizado no tratamento de pacientes com Covid-19.
A Hypera é assessorada pelo Bank of America e o empresário João Alves de Queiroz Filho, conhecido como Júnior, e dono da empresa, contratou a BR Partners (BRBI11). A Eurofarma tem a assessoria do BTG Pactual (BPAC11), enquanto o grupo NC está com Itaú BBA e Safra.
Detalhes sobre governança também estão sendo debatidos internamente. A intenção de Júnior era ter um assento no conselho de administração e um acordo de acionistas, o que incluiria os mexicanos, mas Sanchez resiste. O dono da Hypera não parece que vai desistir facilmente também, mas as fontes ouvidas pelo Valor garantem que isso pode ser pacificado.
Por outro lado, a Eurofarma não está tão interessada em ser uma empresa aberta agora, o que traz mais resistência ao modelo de incorporação. Porém, as conversas continuam. Na discussão com a companhia, Júnior e os mexicanos também ficariam na empresa resultante.
O banco suíço listou possíveis riscos ao cenário da Hypera, sendo eles:
Crescimento mais lento do não-varejo ou receitas menores;
Redução mais rápida do estoque de distribuição, afetando negativamente o crescimento;
Deterioração adicional do comércio exterior ou agravamento da escassez de matéria-prima do setor;
Redução de benefícios fiscais à empresa no longo prazo.
Com a mudança, qualquer companhia que seja locadora poderá emitir os papéis, que são lastreados em debêntures da própria empresa. A primeira operação feita nesses moldes foi da Rede D’Or, que levantou R$ 1,14 bilhão no fim de maio. Outras duas – da educacional Cogna e da farmacêutica Hypera – devem ser concluídas em breve, conforme documentos enviados à CVM. Supermercadistas, varejistas de moda e redes de farmácia estariam na lista de interessados, segundo bancos e securitizadoras consultados pelo Valor.
Embora os analistas sinalizem uma previsão de alta de 77% nos próximos 12 meses, as atuais perspectivas para a Blau teriam sido o estopim para uma dança das cadeiras na companhia. Rogério Ferreira, que ocupava o cargo de diretor administrativo-financeiro e de relações com investidores, apresentou sua renúncia e permanecerá na função até 14 de agosto, dando lugar a Douglas Rodrigues – que hoje atua como CFO da farmacêutica na América Latina.
O mercado acredita que a tendência dos três primeiros meses do ano se repitam no balanço do segundo tri. Na oportunidade, a falta de insumos em função da dependência internacional de matéria-prima derrubou em 29% o lucro líquido da Blau. A receita de R$ 313 milhões no período também registrou uma queda de 4%.
Por três anos consecutivos (2018-2020), as vendas globais de medicamentos genéricos ficaram em US$ 74 bilhões. Mas a empresa alemã de pesquisa de marketing e dados do consumidor Statista agora vê as receitas aumentando constantemente, chegando a US$ 99 bilhões até 2026.
Segundo a associação, nos últimos nove meses os postos de saúde situados na terra indígena estão com estoques zerados do Albendazol – medicamento utilizado no tratamento da verminose.
Com a falta de medicamentos como o Albenzadol, os líderes da comunidade relatam que as crianças indígenas chegam a expelir vermes pela boca por não terem acesso ao tratamento com regularidade. Para piorar o cenário, apenas 10% das comunidades que residem na região têm acesso à água potável por meio de poços artesianos e demais sistemas.
O Conselho Federal de Farmácia (CFF) recebeu ofício do Ministério da Saúde que confirma a suspensão da autorização para os farmacêuticos prescreverem a Profilaxia Pré e Pós-Exposição ao HIV /Aids (PrEP e PEP) a pacientes de serviços públicos especializados do SUS.
A medida mostra um retrocesso na adesão dos brasileiros a métodos preventivos contra o HIV, na medida em que a pasta voltou atrás quatro meses após a autorização concedida pelo Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI).
Nos últimos 12 meses até abril deste ano, o setor foi responsável pela aquisição de 351 milhões de unidades de medicamentos de especialidades, o que equivale a 55,9% de toda demanda negociada pela indústria com o chamado mercado institucional – que inclui também as vendas diretas para a rede pública, hospitais, clínicas privadas, planos de saúde e associações de pacientes. Em valores, esses medicamentos movimentam R$ 31 bilhões na distribuição.