Fitch eleva perspectiva de rating de 31 empresas brasileiras para estável; veja a lista

A Fitch revisou a persperctiva dos ratings de inadimplência do emissor (Issuer Default Ratings – IDRs) de 31 empresas brasileiras de negativa para estável. O movimento segue a revisão, na semana passada, da perspectiva do rating soberano do Brasil de negativa para estável. Os ratings de crédito das empresas foram mantidos.

Veja a lista completa das empresas que tiveram a mudança da perspectiva de rating pela Fitch:

1. Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.

Hypera está sendo disputada pela Eurofarma e Grupo NC

A Hypera é assessorada pelo Bank of America e o empresário João Alves de Queiroz Filho, conhecido como Júnior, e dono da empresa, contratou a BR Partners (BRBI11). A Eurofarma tem a assessoria do BTG Pactual (BPAC11), enquanto o grupo NC está com Itaú BBA e Safra.

Detalhes sobre governança também estão sendo debatidos internamente. A intenção de Júnior era ter um assento no conselho de administração e um acordo de acionistas, o que incluiria os mexicanos, mas Sanchez resiste. O dono da Hypera não parece que vai desistir facilmente também, mas as fontes ouvidas pelo Valor garantem que isso pode ser pacificado.

Por outro lado, a Eurofarma não está tão interessada em ser uma empresa aberta agora, o que traz mais resistência ao modelo de incorporação. Porém, as conversas continuam. Na discussão com a companhia, Júnior e os mexicanos também ficariam na empresa resultante.

Hypera (HYPE3): Credit Suisse recomenda compra e eleva preço-alvo; mas aponta riscos

O banco suíço listou possíveis riscos ao cenário da Hypera, sendo eles:

Crescimento mais lento do não-varejo ou receitas menores;
Redução mais rápida do estoque de distribuição, afetando negativamente o crescimento;
Deterioração adicional do comércio exterior ou agravamento da escassez de matéria-prima do setor;
Redução de benefícios fiscais à empresa no longo prazo.

Decisão da CVM aquece emissões de CRI

Com a mudança, qualquer companhia que seja locadora poderá emitir os papéis, que são lastreados em debêntures da própria empresa. A primeira operação feita nesses moldes foi da Rede D’Or, que levantou R$ 1,14 bilhão no fim de maio. Outras duas – da educacional Cogna e da farmacêutica Hypera – devem ser concluídas em breve, conforme documentos enviados à CVM. Supermercadistas, varejistas de moda e redes de farmácia estariam na lista de interessados, segundo bancos e securitizadoras consultados pelo Valor.

Falta de insumos desvaloriza ações da Blau em 51%

Embora os analistas sinalizem uma previsão de alta de 77% nos próximos 12 meses, as atuais perspectivas para a Blau teriam sido o estopim para uma dança das cadeiras na companhia. Rogério Ferreira, que ocupava o cargo de diretor administrativo-financeiro e de relações com investidores, apresentou sua renúncia e permanecerá na função até 14 de agosto, dando lugar a Douglas Rodrigues – que hoje atua como CFO da farmacêutica na América Latina.

O mercado acredita que a tendência dos três primeiros meses do ano se repitam no balanço do segundo tri. Na oportunidade, a falta de insumos em função da dependência internacional de matéria-prima derrubou em 29% o lucro líquido da Blau. A receita de R$ 313 milhões no período também registrou uma queda de 4%.

Falta de medicamentos chega às comunidades indígenas

Segundo a associação, nos últimos nove meses os postos de saúde situados na terra indígena estão com estoques zerados do Albendazol – medicamento utilizado no tratamento da verminose.

Com a falta de medicamentos como o Albenzadol, os líderes da comunidade relatam que as crianças indígenas chegam a expelir vermes pela boca por não terem acesso ao tratamento com regularidade. Para piorar o cenário, apenas 10% das comunidades que residem na região têm acesso à água potável por meio de poços artesianos e demais sistemas.