Por Tracy Qu, Dow Jones
01/02/2024 16h19 Atualizado há 13 horasPresentear matéria
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As vendas de casas novas na China tiveram forte queda em janeiro, outro sinal de que as políticas de apoio ao setor imobiliário não foram suficientes para impulsionar um dos principais motores da segunda maior economia do mundo.
O valor total das vendas de casas novas das 100 maiores empresas imobiliárias da China em janeiro caiu 34%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, divulgou nessa quinta-feira (1º) o serviço de informação sobre o setor imobiliário chinês, China Real Estate Information Corp (Creic).
O recuo marcou o terceiro ano consecutivo em que os totais arrecadados com a venda de novas casas caíram em janeiro. As vendas decresceram em toda a China, uma vez que os volumes totais de transações recuaram 38% em relação ao trimestre anterior nas cidades grandes e 44% nas cidades médias e pequenas.
“Embora as políticas tenham sido continuamente otimizadas, levará algum tempo para que a confiança do mercado e as expectativas da indústria se recuperem”, afirmou o relatório do Creic, que completou dizendo não esperar “sinais de aquecimento” no curto prazo.
“Em 2024, as empresas imobiliárias ainda precisam tomar medidas ativas para se adaptarem às novas mudanças, promoverem vendas e garantirem segurança e liquidez”, disse o levantamento.
Crise da Evergrande
O setor imobiliário da China está no meio de uma crise que já dura vários anos, com muitas construtoras privadas duramente atingidas pelos esforços de Pequim para controlar os níveis de dívida empresarial e pelas dificuldades de reestruturação da dívida. A China Evergrande, que já foi a maior incorporadora privada da China, recebeu nesta semana a ordem de entregar ativos aos credores após não ter conseguido reestruturar bilhões de dólares em dívidas.
Os analistas da Nomura, Jizhou Dong e Riley Jin, disseram em uma nota que a queda de janeiro “sustenta ainda mais nossa visão de que a deterioração acentuada e também prolongada do setor de desenvolvimento imobiliário continuará em 2024”.
“Não houve sinais de recuperação nos fundamentos do setor”, afirmaram, acrescentando que, se a tendência de preços mais baixos nas principais cidades da China continuar por mais alguns trimestres, os danos à confiança dos compradores de casas e à riqueza das famílias “poderão ser duradouros e difícil de reparar.”
Fonte: Valor Econômico