De um importante gestor na Faria Lima logo no início de uma conversa: “agora na eleição, vamos ver se teremos quatro Mendonças ou quatro Dinos”.
O comentário faz referência às indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF) que o próximo presidente irá fazer em seu mandato. Há uma vaga aberta desde que Luís Roberto Barroso se aposentou e, até 2030, três outros ministros deixarão a Corte: Luiz Fux, em 2028; Cármen Lúcia, em 2029; e Gilmar Mendes, no fim de 2030.
Além da questão fiscal, que segue com importância máxima para os participantes do mercado, o STF, diante da crise mais recente, também passou a ser observado de perto pelos investidores.
Como mostrou o Intraday, o mercado acompanhou atentamente o julgamento do caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes dias atrás, ainda que os preços dos ativos não tenham se movimentado em função disso.
Se os locais se atentam mais à pauta fiscal e às indicações para o STF, o investidor estrangeiro se mostra atento a outras indicações.
Não chega a ser novidade que o não residente se mostra mais pragmático mesmo em relação a um eventual Lula 4. No entanto, em conversas com grandes bancos, os estrangeiros dão ênfase a dois aspectos: as vagas abertas na diretoria do Banco Central e a chance de mudança da meta de inflação em uma reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“São dois temas que assustam o estrangeiro”, observa um profissional de mercado, para quem foi um erro reviver a discussão sobre uma mudança na meta de inflação. “É mais insegurança.”
Fonte: Valor Econômico
