Em discurso sobre o Estado da União nesta terça-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a política como motor da “maior reviravolta econômica da história” do país, dias após a Suprema Corte barrar suas amplas tarifas comerciais, e afirmou que sua equipe já trabalha em “alternativas legais” para mantê-las em vigor.
Segundo o presidente americano, sua política tarifária permitiu arrecadar “centenas de bilhões de dólares” e fechar acordos vantajosos tanto no campo econômico quanto na segurança nacional.
“Países que nos exploraram por décadas agora estão nos pagando centenas de bilhões de dólares”, disse Trump, durante o tradicional discurso anual ao Congresso. “Eles estavam nos prejudicando enormemente. E, ainda assim, esses países agora estão felizes. E nós também. Fizemos acordos, os acordos estão todos fechados, e eles estão satisfeitos.”
O discurso acontece após a decisão da Suprema Corte contra suas amplas tarifas na semana passada. Ao comentar a decisão, Trump classificou a sentença como “muito infeliz”, mas afirmou que os acordos firmados anteriormente serão mantidos.
“A boa notícia é que quase todos os países e empresas querem manter os acordos que já fizeram”, disse o presidente. “Sabendo que o poder legal que eu, como presidente, tenho para firmar um novo acordo pode ser muito pior para eles. E, portanto, eles continuarão a trabalhar no mesmo caminho bem-sucedido que havíamos negociado antes da infeliz intervenção da Suprema Corte.”
O presidente declarou ainda que as tarifas continuarão em vigor com base em “estatutos legais alternativos, plenamente aprovados e testados”, descartando a necessidade de nova ação do Congresso.
“Com o passar dos anos, acredito que as tarifas, pagas por países estrangeiros, como no passado, substituirão substancialmente o sistema moderno de imposto de renda, retirando um grande fardo financeiro das pessoas”, disse Trump. “Daqui para frente, fábricas, empregos, investimentos e trilhões e trilhões de dólares continuarão a fluir para os EUA porque finalmente temos um presidente que coloca a América em primeiro lugar.”
Fonte: Valor Econômico
