6 Jan 2023 ANNA CAROLINA PAPP ADRIANA FERNANDES
Ao assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento, ontem, Simone Tebet reconheceu que há divergências de pensamento na equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas falou em “deixálas para depois”. Tebet fará parte do núcleo da equipe econômica, ao lado de Fernando Haddad (Fazenda), Geraldo Alckmin (Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior) e Esther Dweck (Gestão e Inovação). “Seremos quatro na economia, um quarteto a favor do Brasil”, disse. Ela se comprometeu com a responsabilidade fiscal e o controle dos gastos públicos e afirmou que a equipe terá um perfil “austero, mas conciliador”.
“Fiquei surpresa porque fui parar justamente na pauta com a qual que eu tenho alguma divergência”, admitiu. “Vamos colocar os pobres no Orçamento, mas não só eles. A primeira infância, jovens, idosos, mulheres, povos originários, negros, pessoas com deficiência, trabalhadores.”
Na primeira fala como ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDBMS), admite que há divergências de pensamentos na equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas fala em “deixá-las para depois”. Ela se comprometeu com a responsabilidade fiscal e o controle dos gastos públicos e disse que a equipe terá um perfil “austero, mas conciliador”.
“Fiquei surpresa porque fui parar justamente na pauta com a qual que eu tenho alguma divergência, sendo que eu tenho total sinergia na pauta social e de costumes”, afirmou a ministra, que tomou posse ontem no Palácio do Planalto. “Mas estou ao lado desse time da economia que vai fazer a diferença, fazer com que esse governo dê certo, apresentando propostas corretas para não faltar orçamento para as políticas. Seremos quatro na economia, um quarteto a favor do Brasil”, disse.
Como ministra do Planejamento, Tebet fará parte do núcleo da equipe econômica de Lula, ao lado de Fernando Haddad (Fazenda), Geraldo Alckmin (Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior) e Esther Dweck ( Gestão e Inovação).
Tebet se disse honrada por estar ao lado de Haddad, que “tem a chave do cofre na mão” e que é “o mais importante da Esplanada” – num contraste ao discurso de posse de Haddad, que afirmou ser justamente o “patinho feio” da Esplanada. “Vamos deixar as divergências para depois”, afirmou.
Tebet ressaltou que apoiou Lula no segundo turno da eleição porque o petista era o único candidato democrata na disputa, numa referência velada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A senadora disse que pensou em não aceitar cargo na Esplanada, mas que recebeu um “convite especial” de Lula, que queria justamente visões diferentes nas pastas econômicas. “Lula entregou a mim uma das pastas mais relevantes do governo do PT e da frente ampla democrática”, disse.
A ministra fez um discurso econômico, em que defende o controle das contas públicas e a reforma do Orçamento, mas também político, com duras críticas a Bolsonaro. Ela também fez referências religiosas e citou um trecho da oração de São Francisco de Assis: “Onde houver ódio, que levemos o amor”.
CONTAS PÚBLICAS. Tebet afirmou que a equipe econômica se compromete com o controle dos gastos públicos e que será austero, mas conciliador. “Sem descuidar da responsabilidade fiscal e da qualidade dos gastos, vamos colocar os brasileiros no Orçamento. O cobertor é curto, não temos margem para desperdícios e erros. Caberá ao orçamento enquadrar as propostas dentro das possibilidades orçamentárias”, disse a ministra.
“Teremos quatro anos para implementar as políticas de que o Brasil precisa em educação, saúde, meio ambiente, segurança, moradia. Não vamos descuidar do gasto público. Seremos austeros, mas conciliadores, afirmou.
Tebet mencionou o discurso de posse do ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, que considerou o mais bonito e emblemático de todas as posses, por reforçar a existência e a importância das minorias: “Vamos colocar os pobres no Orçamento, mas não só eles. A primeira infância, jovens, idosos, mulheres, povos originários, negros, pessoas com deficiência, trabalhadores. Passou da hora de dar visibilidade aos invisíveis.” •
Fonte: O Estado de S. Paulo
