As chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul devem ter reflexos econômicos, inclusive com impactos sobre os resultados dos bancos e seguradoras no segundo trimestre, avaliam analistas do Bank of America (BofA). O efeito deve ser maior no Banrisul, mas também deve atingir instituições como Banco do Brasil, ABC Brasil, XP, Nubank e Bradesco.
“Dado o impacto generalizado na região, os bancos terão provavelmente que renegociar empréstimos, oferecer períodos de carência para pagamentos, prolongar empréstimos e reduzir as taxas de juros”, dizem os analistas. De acordo com eles, isso deve ter impacto sobre margens, inadimplência e custo do crédito.
O relatório informa que cerca de 16% da carteira de crédito dos 25 maiores bancos está exposta à região Sul. No caso do Banrisul, esse percentual é de 85%. Além disso, 95% de suas agências ficam no Rio Grande do Sul.
“Destacamos também que outros bancos listados têm exposição significativa em empréstimos na região: ABC Brasil (21%), XP (20%), Banco do Brasil (18%), Nubank (15%) e Bradesco (15%)”, dizem os analistas.
No caso das seguradoras, o BofA afirma que de 5% a 9% dos prêmios das companhias listadas foram emitidos no Rio Grande do Sul. A BB Seguridade é a mais exposta, com 9%. É seguida por Caixa Seguridade, com 7%, e Bradesco e Porto Seguro, ambas com 5% cada.
“A diversificação de produtos provavelmente reduz a exposição real aos desastres no Rio Grande do Sul para menos de 3% do total de prêmios, considerando apenas linhas com potencial impacto”, acrescentam.
Não houve mudanças nas classificações do BofA para os papéis de bancos e seguradoras.
fonte: valor econômico

