Hospital investiu R$ 200 milhões no novo centro de exames de análises clínicas
PorBeth Koike
— De São Paulo
O Hospital Sírio-Libanês passa a ter, a partir de novembro, seu próprio laboratório de exames de análises clínicas em substituição ao serviço prestado atualmente pelo Fleury. O hospital e suas quatro unidades em São Paulo processam entre 450 mil e 500 mil exames por mês.
Os exames de imagem, como ultrassom e raio-x, já são realizados internamente. A área de medicina diagnóstica do Sírio-Libanês movimenta cerca de R$ 800 milhões por ano. No ano passado, o hospital registrou uma receita de R$ 3,2 bilhões.
“Temos escala suficiente para internalizar e a área de laboratório é ‘core’ para nós. Mas não é só uma questão financeira. Com o nosso próprio laboratório, os pacientes internados, do pronto atendimento e centro cirúrgico terão seus exames processados mais rapidamente”, disse Fernando Ganem, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês.
Segundo Cesar Nomura, diretor de medicina diagnóstica do Sírio, o centro cirúrgico do hospital agora está conectado com o novo centro de processamento por meio de um tubo pneumático, que possibilita as amostras chegarem para análise em apenas 25 segundos.
Além disso, o novo espaço, com 1,1 mil metros 2, conta com uma soroteca (área de armazenamento de amostras biológicas) com capacidade para abrigar 27 mil tubos. “Podemos guardar uma parte do soro, por determinado tempo, caso seja necessário refazer o exame. Com isso, o paciente não precisa ser submetido a uma nova coleta de sangue”, explicou Nomura.
O laboratório tem ainda recursos de inteligência artificial que permitem verificar se o material biológico está adequado e se não sofreu algum efeito adverso externo, que se reflete no diagnóstico.
O novo centro atenderá às unidades do Sírio em São Paulo. O hospital de Brasília continua sendo atendido por um laboratório terceirizado.
O projeto recebeu investimento de R$ 20 milhões e a contratação de profissionais de diferentes áreas, como biomédicos e pessoal de tecnologia, que formam uma equipe de 80 pessoas que é liderada por Nomura.
Os equipamentos para processamento dos testes foram adquiridos em contratos de comodato, modelo usual em laboratórios de medicina diagnóstica, o que reduz o investimento.
O Sírio-Libanês inaugura, no primeiro semestre do próximo ano, um novo hospital-dia na capital paulista. O empreendimento demandará aporte de R$ 150 milhões e está sendo erguido dentro do novo complexo imobiliário O Parque, na zona sul de São Paulo. Esse projeto faz parte da estratégia do Sírio de ter um grande hospital de alta complexidade e unidades menores no seu entorno, nas regiões em que está presente.
Outra frente do Sírio-Libanês é a sua nova faculdade que abriu graduações de psicologia, fisioterapia e enfermagem no ano passado. O próximo passo da instituição de saúde é a criação de um curso de medicina, cujo processo aguarda encerramento de edital do Ministério da Educação (MEC).
Os hospitais têm regras diferenciadas para operar cursos de medicina. Mais recente Próxima Motor flex perde espaço no mercado brasileiro