A paralisação (‘shutdown’) do governo dos Estados Unidos chegou nesta quarta-feira ao seu 22º dia, o que a torna a segunda mais longa da história do país, e ainda sem uma previsão de solução, diante da manutenção do impasse entre congressistas republicanos e democratas, que divergem em torno principalmente de subsídios para a saúde pública.
Espera-se que a paralisação se estenda até o mês de novembro e que se torne a mais longa da história dos EUA, superando o ‘shutdown’ de 35 dias ocorrido entre 2018 e 2019, durante o primeiro mandato do presidente americano, Donald Trump.
Na terça-feira, uma reunião de senadores republicanos na Casa Branca reforçou a posição do partido em se manter relutante nas negociações com a ala democrata, que exige a condição de que o governo Trump forneça garantias à cobertura de planos de saúde para 22 milhões de americanos, que estão prestes a expirar.
Os republicanos, incluindo Trump, rejeitam a proposta e argumentam que os democratas querem forçar subsídios destinados a planos de saúde para imigrantes ilegais.
Ontem, os democratas pediram uma reunião com o presidente americano antes de sua viagem à Ásia, no próximo fim de semana. Trump, porém, afirmou que só conversará com essa ala após o fim do ‘shutdown’.
“Nossa mensagem tem sido muito simples: não seremos extorquidos por esse plano maluco deles”, afirmou o presidente americano.
Até o momento, os democratas rejeitaram por 11 vezes o projeto de reabertura do governo pelos republicanos.
O líder republicano no Senado, John Thune, se comprometeu publicamente a realizar uma votação em plenário para discutir a renovação dos subsídios para a Lei de Cuidados Acessíveis (ACA, na sigla em inglês) após a reabertura do governo, mas os democratas rejeitaram a proposta, céticos de que isso se concretizaria.
Uma pesquisa divulgada pela Reuters, em parceria com a Ipsos, revelou na terça que 50% dos americanos acreditam que os republicanos são os principais responsáveis pelo ‘shutdown’ do governo, ante 43% que atribuem essa culpa aos congressistas democratas.
Fonte: Valor Econômico
