Por Dow Jones — Nova York
18/01/2023 16h20 Atualizado há 17 horas
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, reiterou o pedido aos aliados da Ucrânia para que aumentem de maneira significativa os compromissos para o envio de armas em uma reunião na sexta-feira, disse ele no Fórum Econômico Mundial de 2023, em Davos, na Suíça.
Um grupo de mais de 50 países, liderado pelos Estados Unidos, se reunirá em Ramstein, na Alemanha, na sexta-feira para organizar um novo pacote de ajuda à Ucrânia.
O chamado “grupo de contato”, que inclui todos os membros da Otan, mas está fora das estruturas da aliança, busca enviar suprimentos letais e não letais para as forças armadas da Ucrânia.
Stoltenberg disse na quarta-feira que estava pressionando o grupo por entregas rápidas de “mais suporte, equipamentos mais avançados, armas mais pesadas e armas mais modernas” em Davos.
“Há uma necessidade urgente”, disse ele, repetindo um comentário do presidente ucraniano, Volodimyr Zelensky. “O tempo importa”.
Os EUA, o Reino Unido e o Canadá prometeram recentemente um novo pacote de armas e equipamentos adicionais, incluindo tanques, veículos blindados e munições.
Em relação aos novos pacotes de ajuda, todos os olhos estarão voltados para a Alemanha para ver se ela está disposta a permitir que aliados que operam os tanques Leopard, de fabricação alemã, os enviem para a Ucrânia. Polônia, Finlândia e outros operadores do equipamento disseram que querem enviar alguns de seus tanques para a Ucrânia, mas que isso requer o consentimento da Alemanha.
Stoltenberg disse que a vitória da Ucrânia sobre a Rússia é vital para os interesses ocidentais e advertiu que o conflito ainda não está resolvido.
“É perigoso subestimar a Rússia”, disse Stoltenberg, acrescentando que a Rússia mobilizou mais de 200 mil reservistas e que o presidente russo, Vladimir Putin, “demonstrou disposição para simplesmente sacrificar milhares e milhares de soldados russos”.
O resultado final da guerra será provavelmente decidido em uma mesa de negociações, disse Stoltenberg. “O que acontece nessa mesa de negociações depende totalmente do que acontece no campo de batalha”, disse ele. “Se queremos que a Ucrânia prevaleça, ela precisa de força militar”.
“As armas são o caminho para a paz”, disse Stoltenberg, reconhecendo que “isso pode soar como um paradoxo”.
Fonte: Valor Econômico
