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A Roche Diagnóstica espera alcançar faturamento de R$ 1,7 bilhão este ano, o que representa um crescimento de 13% em relação aos R$ 1,5 bilhão obtidos em 2025. Para isto, a estratégia do grupo é apoiada em três segmentos: distribuição de equipamentos para laboratórios privados, vendas no varejo e para programas governamentais, disse à Coluna o diretor-presidente da empresa, Carlos Martins.
Segundo ele, entre os vetores deste crescimento estão contratos fechados com clientes brasileiros no ano anterior, como a modernização de laboratórios, como a Dasa, que trocará aproximadamente 400 equipamentos de 18 núcleos técnico-operacionais. No ano passado, a empresa já fez um projeto para o Grupo Sabin, que investiu R$ 90 milhões para criar seu novo Núcleo Técnico Operacional (NTO 4.0) em Brasília. Hoje, este nicho é o principal para a companhia no País, e responde por aproximadamente 50% das vendas da divisão brasileira.
Outro ponto importante da estratégia de expansão da empresa é a participação em programas do Ministério da Saúde, como os de rastreamento de doenças como HPV, HIV, diagnóstico para doenças respiratórias e tuberculose. Nessas ações, a empresa vislumbra atuar como fornecedora de tecnologia e infraestrutura de diagnóstico molecular para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Alguns desses programas, segundo o executivo, já estão em execução. Outros, como o de diagnóstico da tuberculose, são vistos como uma oportunidade futura.
Programas são atrativos
Martins explica que estes programas são atrativos porque combinam grande volume de testes, financiamento público e a necessidade de infraestrutura laboratorial complexa, área em que a Roche atua. Por isso, segundo ele, esse segmento responde por 30% do faturamento da companhia e é o que mais deve crescer entre 2026 e 2027. “Queremos viabilizar tecnologias que hoje só existem no privado, queremos também levar para o público”, disse ele.
O terceiro vetor de crescimento é o segmento varejista, com vendas diretas ao consumidor final. Nesta área, que responde por aproximadamente 20% do faturamento no País, a principal aposta é a expansão no segmento de monitoramento de diabetes.
O executivo afirma que a empresa passou a atuar com um novo tipo de produto nessa área no final de 2025, inicialmente com tiras para medição de glicose, utilizadas em testes capilares tradicionais. Essa entrada marca um movimento relevante porque amplia a presença da Roche além do diagnóstico laboratorial, levando parte do portfólio diretamente ao consumidor por meio de farmácias e outros canais de varejo.
A estratégia inclui também a introdução de um novo tipo de sensores de glicose de uso contínuo, dispositivos aplicados no braço que permitem acompanhar os níveis de glicose ao longo do dia. Segundo os executivos, esses sensores incorporam funções digitais e recursos de inteligência artificial para melhorar o monitoramento do paciente. O produto ainda está em estágio inicial de comercialização no País, mas a expectativa da empresa é de crescimento significativo desse segmento nos próximos anos, justamente por se tratar de um mercado em expansão.
Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 10/03/2026, às 14:23
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Fonte: Estadão