O mercado mal se recuperou do apagão de dados do fim do ano passado, com a paralisação da máquina pública nos Estados Unidos, e, agora, já começa a se preparar para mais um “shutdown”.
No site de apostas Polymarket, a probabilidade de uma nova paralisação no governo federal americano saltou de 9% na manhã de sábado para 77% nesta segunda-feira.
A mudança aconteceu após o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, ter emitido um comunicado no fim de semana em que diz que seu partido não permitirá que o projeto de financiamento do governo avance em meio aos protestos contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minnesota. Na proposta original, há uma dotação de US$ 10 bilhões para as operações do ICE.
“Os republicanos do Senado viram as mesmas imagens horríveis que todos os americanos assistiram sobre os abusos flagrantes cometidos pelo ICE contra americanos em Minnesota. Os assassinatos estarrecedores de Renee Good e Alex Pretti nas ruas de Minneapolis devem levar os republicanos a se unirem aos democratas para reformular a ICE e a CBP [Alfândega e Proteção de Fronteiras], a fim de proteger o público. As pessoas devem estar seguras contra abusos cometidos pelo seu próprio governo.”
Durante o “shutdown” do ano passado — o mais longo da história —, os efeitos sobre os ativos financeiros globais foram bastante limitados, mas o comportamento de dois mercados teve impactos mais fortes.
O ouro renovou máximas históricas, apoiado pelo aumento da incerteza. E, na manhã desta segunda-feira, continua a renovar recordes, ao ultrapassar US$ 5 mil pela primeira vez.
E, nos mercados monetários, houve pressões relevantes de funding entre setembro e outubro de 2025, o que provocou um salto das taxas repo, como a SOFR, e levou o Federal Reserve (Fed) a anunciar o fim de seu enxugamento do balanço aliado a um programa de aumento das reservas com compras de T-bills.
Fonte: Valor Econômico

