Por Agências Internacionais
27/05/2022 05h02 Atualizado há 4 horas
A economia dos EUA encolheu 1,5% no primeiro trimestre, ficando acima da queda inicialmente estimada de 1,4%, segundo dados revisados divulgados ontem pelo Departamento do Comércio. Mas com consumidores e empresas mantendo um ritmo sólido de gastos, essa contração não é vista como um sinal de uma recessão na maior economia do mundo.
O crescimento negativo no primeiro trimestre foi causado, em parte, pelo déficit comercial recorde, impulsionado pela forte demanda dos consumidores americanos por bens importados. O déficit comercial reduziu 3,2 pontos percentuais do produto interno bruto (PIB) do primeiro trimestre.
O ritmo mais lento de reposição dos estoques em lojas e armazéns, que tinham acumulado mercadorias no trimestre anterior para a temporada de Natal, derrubou quase 1,1 ponto percentual do PIB de janeiro a março. Analistas acreditam que a economia provavelmente voltou a crescer no atual trimestre de abril a junho.
Entre os pontos positivos do relatório do PIB, os gastos do consumidor foram revisados para cima no primeiro trimestre, para um aumento de 3,1%, de uma estimativa inicial de crescimento de 2,7%. Já os gastos das empresas em equipamentos, software e outros itens aumentaram em 6,8% ao ano no primeiro trimestre.
Olhando para o futuro, os economistas da IHS prevêem que a economia crescerá a uma taxa anual de 2% no segundo trimestre.
Fonte: Valor Econômico