Por Dow Jones — Washington
11/05/2023 22h19 Atualizado há 12 horas
Uma reunião agendada para esta sexta-feira (12) entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e os líderes do Congresso para traçar um caminho para a elevação do teto da dívida foi adiada para a próxima semana, disseram autoridades.
O adiamento dará à Casa Branca e à equipe do Congresso mais tempo para progredir em suas negociações de gastos, disseram as autoridades, acrescentando que o líder da minoria no Senado, o republicano Mitch McConnell, avisou que não iria à reunião de sexta-feira por causa de um conflito de agenda.
Biden e os líderes do Congresso se reuniram na Casa Branca na terça-feira (9) para as primeiras discussões substanciais sobre o teto da dívida e os gastos desde fevereiro. Não houve avanços imediatos, mas, após essa reunião, a Casa Branca e a equipe do Congresso iniciaram as negociações de gastos.
Biden e os líderes democratas pediram aos republicanos que concordassem em elevar o teto da dívida sem pré-condições e tentaram manter as discussões sobre gastos separadas das conversas sobre o aumento do limite de empréstimos federais. Mas os legisladores do Partido Republicano disseram que não concordarão em aumentar o teto da dívida sem cortes nos gastos federais.
Calote?
Se o Congresso não conseguir chegar a um acordo nas próximas semanas, os EUA poderão enfrentar seu primeiro calote na história. A secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse na semana passada que o governo dos EUA pode se tornar incapaz de pagar todas as suas contas em dia a partir de 1º de junho, se o Congresso não aumentar primeiro o limite da dívida. Os EUA esbarraram no teto em janeiro, mas desde então vêm usando manobras contábeis especiais para evitar a quebra do teto da dívida.
A reunião desta sexta-feira estava programada para incluir Biden; o presidente da Câmara, Kevin McCarthy; o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer; McConnell e o líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries.
Fonte: Valor Econômico

