Para o Itamaraty, a redução é importante para elevar a competitividade dos países do bloco do Mercosul e fortalecer os processos produtivos regionais, de maneira a promover uma inserção benéfica da produção neste setor nas cadeias globais de valor
Por Matheus Schuch e Juliano Basile, Valor — Brasília
21/07/2022 13h29 Atualizado há 4 horas
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (21) que o corte de 10% da Tarifa Externa Comum (TEC), a taxa de importação de produtos provenientes de fora do Mercosul, ajudará a combater a inflação que tem afetado o mundo. A fala foi reproduzida durante a cúpula do Mercosul, que ocorre no Paraguai. Foi a primeira vez que Bolsonaro não compareceu ou participou ao vivo do encontro.
No início do encontro de líderes do bloco, o Itamaraty chegou a informar que o Brasil seria representado apenas pelo ministro de Relações Exteriores, Carlos França. Mais tarde, porém, decidiu-se pela reprodução de um vídeo do presidente. A fala durou pouco mais de três minutos.
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Bolsonaro defendeu que o entorno regional é prioritário, junto à expansão do fluxo comercial, para tornar o bloco mais preparado para desafios mundiais. A revisão horizontal da TEC, aprovada ontem, já era defendida pelo governo brasileiro e foi exaltada pelo presidente.
“O Brasil tem atuado para que o Mercosul tenha papel importante no enfrentamento dos atuais choques externos. Por isso, defendemos a redução da TEC, o que dará importante contribuição no combate à inflação”, pontuou.
Segundo a assessoria de imprensa do Itamaraty, a redução das alíquotas envolve um passo importante para aumentar a competitividade dos países do bloco do Mercosul e para o fortalecimento dos processos produtivos regionais, de maneira a promover uma inserção benéfica da produção neste setor nas cadeias globais de valor.
O ministério ainda enfatizou que o entendimento alcançado considera as diferentes necessidades dos sócios, demonstrando a capacidade do Mercosul “de avançar com vocação construtiva em direção à atualização e à adaptação de sua estrutura tarifária às atuais condições do comércio regional e mundial, de forma equilibrada no que diz respeito às capacidades produtivas do bloco”.
Em sua fala, Bolsonaro ressaltou também o papel do Brasil, que trabalhou “com afinco” para a conclusão do acordo do bloco com Cingapura, que também foi assinado ontem. O mandatário brasileiro ainda aproveitou a manifestação para destacar medidas de seu governo para o enfrentamento de efeitos da pandemia e da guerra entre Rússia e Ucrânia.
“Estamos trabalhando internamente para combater as causas do aumento de preços dos combustíveis e da energia, que nos últimos meses vinha afetando o poder de compra do povo brasileiro. Ampliamos há pouco o aumento do auxílio emergencial às famílias de baixa renda, que continuam a ser o foco prioritário das nossas ações”, concluiu.1 de 1 — Foto: Divulgação
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Fonte: Valor Econõmico