LONDRES, 3 de dezembro (Reuters) – Os preços do petróleo subiram quase 1% nesta terça-feira, enquanto investidores aguardam o resultado de uma reunião da OPEP+ no final desta semana.
Os contratos futuros do petróleo Brent subiram 76 centavos, ou 1,06%, para US$ 72,59 por barril às 8h31 (horário de Brasília), enquanto o petróleo norte-americano West Texas Intermediate (WTI) avançou 75 centavos, ou 1,1%, para US$ 68,85.
A OPEP+ provavelmente decidirá em sua reunião de quinta-feira estender o atual corte na produção de petróleo até o final do primeiro trimestre, disseram quatro fontes do grupo à Reuters, com o objetivo de fornecer suporte adicional ao mercado de petróleo.
“Os preços do petróleo bruto estão realmente travados, com os traders relutantes em agir antes da reunião da OPEP+ na quinta-feira, cujo resultado pode determinar a direção – se houver – até o final do ano”, disse o analista do Saxo Bank, Ole Hansen, à Reuters.
A OPEP+, que é responsável por cerca de metade da produção mundial de petróleo, vem reduzindo gradualmente os cortes na produção até 2025.
No entanto, a perspectiva de um excedente no mercado de petróleo tem pressionado os preços para baixo, com o Brent negociado quase 6% abaixo da média de dezembro de 2023.
“Dado o aumento da conformidade com os cortes de produção por parte de Rússia, Cazaquistão e Iraque, o nível mais baixo do preço do Brent e as indicações em reportagens da imprensa, assumimos uma extensão dos cortes de produção da OPEP+ até abril”, disseram analistas do Goldman Sachs em uma nota.
“Acho que não há outra opção a não ser adiar a decisão”, disse Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova, acrescentando que a pressão crescente dos países participantes para aumentar a produção pode limitar qualquer extensão a apenas alguns meses.
A perspectiva de demanda global por petróleo permanece fraca, com as importações de petróleo bruto da China provavelmente atingindo o pico já no próximo ano, à medida que a demanda por combustível de transporte começa a diminuir, segundo pesquisadores e analistas.
A Arábia Saudita, maior exportadora do mundo, deve reduzir os preços do petróleo bruto para compradores asiáticos aos níveis mais baixos em pelo menos quatro anos, de acordo com traders.
Preocupações de que o Federal Reserve dos EUA não reduza as taxas de juros em sua reunião de dezembro também limitaram os preços do petróleo.
Fonte: Reuters
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