Coluna do Broadcast 3 Nov 2022
A venda da Braskem não avançou este ano, nem na tentativa de ofertar ações na Bolsa nem a um investidor estratégico, esbarrando em um preço considerado baixo pelos bancos credores. Agora, vai depender da estratégia que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá para a Petrobras. A única proposta que a Novonor (antiga Odebrecht) tem na mesa hoje é a da gestora norte-americana Apollo e que inclui a compra da fatia da Petrobras. Há dúvidas sobre o papel que a petroleira assumirá no novo governo. Se Lula entender que a Petrobras não deve se desfazer de mais ativos, pode ser retomada a estratégia de que o vendedor seja só a Novonor. A dúvida é se os investidores terão interesse em ser sócios da Petrobras na petroquímica.
• FATIAS. Pelo lado dos bancos privados, a avaliação também é que a venda não deve esfriar com Lula. Uma opção que pode voltar à mesa é a venda de apenas uma fatia da companhia, ou partes do negócio no exterior.
• SEM CHANCE. No começo do ano, os dois sócios tentaram fazer uma oferta na B3 para se desfazer de parte das ações. Mas os investidores pediram um preço baixo nas ações – abaixo de R$ 40 – e os bancos acabaram barrando a oferta, que não cobriria o que a Novonor deve a eles.
• TAMBÉM NÃO. Em seguida, a Braskem passou a receber propostas de investidores, incluindo a Apollo, que ofertou R$ 47 por ação. Unipar, BTG Pactual e grupo J&F também manifestaram interesse. Segundo fontes, as propostas ficaram abaixo do esperado pelos credores, o que emperrou as negociações. A oferta da Unipar avaliaria a ação em R$ 60, mas ainda deixaria os bancos com um pedaço dessa dívida.
Fonte: O Estado de S. Paulo
