Por Dow Jones Newswires — Pequim
16/01/2023 23h34 Atualizado há 3 horas
A economia da China cresceu em uma das taxas mais lentas em décadas no ano passado, quando repetidos bloqueios atingiram famílias e empresas, enfatizando o alto custo das políticas de tolerância zero à covid-19 que Pequim abandonou abruptamente no final de 2022.
A economia da China expandiu 3% em 2022 na comparação com o ano anterior, informou o Departamento Nacional de Estatísticas nesta terça-feira, uma forte desaceleração em relação ao ritmo de 8,1% registrado em 2021. Além de 2020, quando a economia cresceu apenas 2,2%, 2022 marcou o pior ano para o crescimento do produto interno bruto na China desde 1976, ano em que a morte de Mao Tse Tung encerrou a década de conflitos conhecida como Revolução Cultural, segundo dados do Banco Mundial.
Apenas no quarto trimestre de 2022, o PIB da China teve crescimento zero em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O abandono de quase todas as restrições de saúde pública na China, após quase três anos sufocando até pequenos surtos, prepara o terreno para uma recuperação econômica em 2023. Economistas esperam que uma recuperação liderada pelo consumidor na China este ano reforce o crescimento global à medida que os EUA e a Europa flertar com a recessão.
A flexibilização das restrições de saúde pública faz parte de uma redefinição de política mais ampla na China com o objetivo de revitalizar sua economia. As autoridades também sinalizaram o fim da repressão às empresas de tecnologia e relaxaram as rígidas regulamentações do setor imobiliário.
Quão potente será a próxima recuperação ainda é incerto. A demanda por exportações chinesas está diminuindo à medida que a economia global desacelera. A confiança do consumidor está em baixa após três anos de bloqueios esporádicos. Muitos economistas temem que as cicatrizes da pandemia, na forma de empregos perdidos e negócios fechados, levem tempo para cicatrizar.
Fonte: Valor Econômico
