Os contratos futuros de ouro encerraram acima do patamar de US$ 4,8 mil pela primeira vez na história, ainda impulsionados pela demanda dos agentes financeiros por ativos seguros. O recuo na retórica militar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o Fórum Econômico em Davos deu um alívio aos mercados e impulsionou um leve apetite por risco, levando o metal precioso a se afastar das máximas do dia, mas a alta ainda foi forte.
Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de ouro com vencimento em fevereiro encerraram em alta de 1,50%, cotado a US$ 4.837,5.
Ainda que Trump tenha afastado, até o momento, a possibilidade de uma intervenção militar na Groenlândia, os temores comerciais seguem no radar dos investidores. O republicano deixou claro o interesse em adquirir a ilha e adotou um tom retaliatório caso um acordo não seja atingido. A União Europeia também intensificou a resposta, ao congelar o acordo comercial com os Estados Unidos estabelecido em junho.
A demanda por ouro por bancos centrais também deu suporte ao movimento de alta na sessão. O Banco Central da Polônia, o maior comprador de ouro do mundo em 2025, aprovou planos para elevar suas reservas para 700 toneladas, afirmou Artur Sobon, membro do conselho administrativo, à Bloomberg.
Fonte: Valor Econômico

