Companhia atribui a performance a uma melhora em diversos aspectos da operação
Por Victoria Netto, Valor — São Paulo
A Oncoclínicas, rede de hospitais e consultório especializada no tratamento de câncer, registrou lucro líquido de R$ 35 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 24,6 milhões reportado no mesmo período do ano anterior.
Excluindo o efeito não caixa da contabilização do valor justo do plano de incentivo de longo prazo (Pilp, incentivo ao colaborador), para neutralizar distorções de comparação entre períodos, o lucro somou R$ 48,3 milhões, contra prejuízo líquido de R$ 19,3 milhões no mesmo período de 2022.
A companhia atribui a performance a uma melhora em diversos aspectos da operação, incluindo crescimento orgânico considerado resiliente, diluição das despesas operacionais e melhoria na alíquota efetiva em relação ao mesmo período do ano anterior.
A Oncoclínicas encerrou o período de abril a junho com receita líquida de R$ 1,36 bilhão, um crescimento de 51,1% em base anual. Segundo a empresa, o crescimento orgânico da foi impulsionado principalmente pelo aumento no volume de tratamentos, em função do crescimento do mercado e aumento de market share.
A companhia destaca que passou a contabilizar as operações de Microimagem e Itaigara como receita orgânica a partir deste trimestre, visto que as aquisições foram concluídas no segundo trimestre de 2022.
O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) alcançou R$ 255,1 milhões no segundo trimestre de 2023, um avanço de 107,2% sobre o reportado no mesmo intervalo do ano anterior. No critério ajustado, o Ebitda somou R$ 285,4 milhões, 80% superior em base anual.
O custo dos serviços prestados foi de R$ 884 milhões de abril a junho deste ano, 52,8% superior ao reportado no mesmo período do ano passado, em função do reajuste anual nos medicamentos com base no índice CMED. Segundo a companhia em comentário que acompanha os resultados o efeito é “meramente temporal” e deve se normalizar ao longo dos próximos dois trimestres.
A dívida líquida financeira da companhia somada às aquisições a pagar, ao final do segundo trimestre de 2023, atingiu R$ 3,3 bilhões. A alavancagem, medida pela razão entre dívida líquida e o Ebitda ajustado de 12 meses, foi de 2,9 vezes.
Fonte: Valor Econômico