A Novo Nordisk pretende lançar mais de cinco medicamentos com vendas bilionárias até 2030 e alcançar mais de 150 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 23 bilhões) em vendas de produtos hoje em desenvolvimento em 2035, afirmou seu diretor-presidente, Mike Doustdar, durante um evento da companhia, em Londres.
A empresa busca tranquilizar o mercado e mostrar que conseguirá lidar com o vencimento, no início da década de 2030, das patentes da semaglutida — princípio ativo de seus medicamentos contra a obesidade das franquias Ozempic e Wegovy.
As ações da companhia chegaram a cair 9%, em meio a questionamentos de analistas sobre o poder da farmacêutica dinamarquesa para definir preços e sua estratégia de aquisições e acordos, diante da proximidade do vencimento de patentes.
A administração detalhou, nesta segunda-feira (21), um cronograma de vários anos para o lançamento de sua próxima geração de medicamentos injetáveis contra a obesidade. A meta é lançar a combinação CagriSema no início do próximo ano, seguida pela cagrilintida isolada e pelo CagriSema em dose elevada em 2028, antes de avançar com a zenagamtida.
Doustdar afirmou que a Novo pretende alcançar mais de 60 milhões de pacientes em todo o mundo até 2030 e ampliar em dez vezes sua capacidade de produção, a fim de fornecer tratamentos orais contra a obesidade a 15 milhões de pacientes até o fim da década.
A Novo também está acelerando a expansão de seu portfólio de comprimidos e pretende ter pelo menos cinco medicamentos orais em ensaios clínicos até o fim deste ano.
Doustdar afirmou que o Wegovy em comprimidos alcançou o recorde de 7 milhões de prescrições nos Estados Unidos até o momento, observando que 90% dessas vendas ocorrem por canais de pagamento direto pelos pacientes.
A Novo também informou que o total de desligamentos relacionados à sua reestruturação corporativa chegou a 13 mil funcionários, após uma rodada inicial de 9 mil cortes e outras 4 mil saídas posteriores.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2025/r/P/jpH50zTkWAWKVZ3VqHBw/432460933.jpg)
Fonte: Valor Econômico