A Novo Nordisk fechou um acordo de licenciamento avaliado em até US$ 2,1 bilhões para ter acesso a tecnologias de administração oral de medicamentos desenvolvidas pela startup americana Vivtex, à medida que a farmacêutica dinamarquesa se movimenta para ampliar seu portfólio de medicamentos de última geração para a obesidade.
A empresa por trás do Ozempic e Wegovy lançou, recentemente, uma versão em pílula do seu popular remédio para perda de peso e está trabalhando para alinhar mais candidatos a medicamentos, visando expandir o seu portfólio. A Novo Nordisk busca defender a sua posição em um mercado de rápido crescimento, mas altamente disputado.
A Novo Nordisk e a Vivtex afirmaram, nesta quarta-feira (25), que sua colaboração tem como objetivo desenvolver medicamentos biológicos de próxima geração para obesidade, diabetes e doenças associadas em formulações orais.
Ao unir as tecnologias da Vivtex com a experiência da Novo Nordisk, a parceria busca viabilizar a administração oral de medicamentos que tradicionalmente são limitados a injeções devido à baixa absorção gastrointestinal, disseram as empresas.
Empresas farmacêuticas e analistas esperam que as pílulas para obesidade atendam à demanda de pessoas que não desejam tomar injeções, oferecendo ao mesmo tempo a perspectiva de preços mais baixos, já que custam menos para serem produzidas.
A parceria com a Vivtex ocorre um dia após a Novo Nordisk afirmar que planeja cortar os preços de tabela nos Estados Unidos para o Wegovy e o Ozempic em até 50% a partir do próximo ano, esquentando uma guerra de preços com a rival americana Eli Lilly.
No início da semana, resultados decepcionantes em testes clínicos de um medicamento para perda de peso de próxima geração chamado CagriSema fizeram as ações da Novo Nordisk despencarem.
Sob os termos do acordo com a Vivtex, a Novo Nordisk assumiria a liderança no desenvolvimento, fabricação e comercialização de quaisquer novos medicamentos resultantes da parceria, informaram as empresas.
Enquanto isso, a Vivtex é elegível para receber até US$ 2,1 bilhões, incluindo um pagamento inicial, financiamento de pesquisas e pagamentos adicionais atrelados ao alcance de determinadas metas, bem como royalties sobre vendas futuras, acrescentaram.
A Vivtex, fundada por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), desenvolveu uma plataforma de triagem e formulação gastrointestinal para identificar terapias orais.
O acordo com a Novo Nordisk expande o alcance da startup para o segmento de doenças metabólicas, concluíram as empresas.
Fonte: Valor Econômico