RIO – Os chamados minerais críticos, cobiçados pelos Estados Unidos na mesa de negociação das tarifas impostas sobre as exportações brasileiras, deram um salto em faturamento no País neste ano.
O faturamento desse segmento atingiu R$ 21,6 bilhões na primeira metade do ano, salto de 41,6% ante igual período de 2024, conforme o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
Como um todo, o setor mineral brasileiro faturou R$ 139,2 bilhões no semestre, um aumento de 7,5% ante o mesmo período de 2024, conforme informou nesta terça-feira, 5, a entidade que reúne as grandes mineradoras em operação no país.
O saldo da balança comercial mineral, de US$ 16,01 bilhões, foi equivalente a 53% do saldo da balança brasileira. As exportações do setor mineral no primeiro semestre somam 192,5 milhões de toneladas, alta anual de 3,7%, e totalizaram US$ 20,1 bilhões, queda de 6,5%. As importações caíram 5,3% a US$ 4,1 bilhões; e 2,2% em volume, a 19,9 milhões de toneladas.
As exportações somaram US$ 3,64 bilhões, avanço de 5,2%, embora o incremento em volume tenha oscilado apenas 0,2%. Há uma previsão de US$ 18,45 bilhões até 2029 para minerais críticos.
A estimativa de investimentos em projetos para o período de 2025-2029 é de US$ 68,4 bilhões — aumento de 6,6% em relação à previsão do período 2024-2028.
O minério de ferro teve queda no faturamento de 8,2%, devido às cotações da commodity e à variação cambial, e respondeu por 52,8% do faturamento do setor, com R$ 73,5 bilhões. A arrecadação total de impostos e tributos pelo setor aumentou cerca de 7,5%, totalizando R$ 48 bilhões. A arrecadação de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) totalizou R$ 3,7 bilhões.
As exportações somaram US$ 3,64 bilhões, avanço de 5,2%, embora o incremento em volume tenha oscilado apenas 0,2%. Há uma previsão de US$ 18,45 bilhões até 2029 para minerais críticos.
Os Estados que registraram maior parcela no faturamento do setor foram Minas Gerais, Pará e Bahia, com participações de 39,7%, 34,6% e 4,8%, respectivamente. O setor gerou 5.085 novas vagas de janeiro a junho.
Fonte: Estadão
