Por Dow Jones — Nova York
11/01/2023 10h43 Atualizado há um dia
Várias regiões da China divulgaram metas de crescimento econômico para 2023 após reunião anual das autoridades do país para discutir os planos para o ano. As previsões são os primeiros indícios das perspectivas econômicas chinesas ao longo dos próximos 12 meses.
Xangai disse nesta quarta-feira que almeja um crescimento do produto interno bruto (PIB) em 5,5%. O local foi um dos mais afetados pela política de “covid zero”, que provocou um lockdown de quase três meses na cidade no primeiro semestre de 2022 e fez com que o centro financeiro do país fosse fortemente afetado pela desaceleração da produção.
O prefeito de Xangai, Gong Zheng, prometeu consolidar ainda mais o papel da cidade como um importante centro industrial e financeiro e prometeu tornar o local um destino mais atraente para negócios internacionais.
A cidade portuária do norte da China, Tianjin, pretende aumentar seu PIB em cerca de 4% neste ano, disse seu prefeito nesta quarta-feira. A região já foi uma das que mais crescia na China, mas registrou um crescimento lento nos últimos anos devido a desaceleração da demanda da indústria – setor vital para a região – e casos de corrupção e investimentos errados.
Na cidade de Hebei, vizinha de Tianjin, o governador da província tem como meta uma alta de 6% da economia local, de acordo com um relatório oficial.
A província central de Jiangxi está buscando uma ambiciosa taxa de crescimento de 7% e estimou que sua economia cresceu 5% no ano passado, de acordo com um relatório do governo. Autoridades da província de Sichuan, no sudoeste, e da província costeira de Fujian esperam uma expansão do PIB de 6% neste ano.
Durante a maior parte de 2022, a economia da China lutou contra a rigorosa política de “covid zero”, uma prolongada crise no mercado imobiliário local e uma demanda global cada vez menor por produtos chineses. Em dezembro, Pequim reverteu abruptamente sua política de combate a covid-19 e os principais líderes do país disseram que voltariam a se concentrar em impulsionar o crescimento econômico em 2023.
He Lifeng, chefe da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o principal órgão de planejamento econômico da China, está elaborando um plano de crescimento de mais de 5% para 2023, segundo o “Wall Street Journal”.
A reversão da política de “covid zero” de Pequim também levou os economistas a revisarem suas estimativas para o crescimento do PIB da China este ano.
O Morgan Stanley elevou sua previsão em 0,3 ponto percentual para 5,7% esta semana em nota aos clientes, dizendo que os impactos de curto prazo de uma reabertura rápida da economia será provavelmente compensada por uma recuperação mais forte.
Fonte: Valor Econômico
