Uma avalanche de dívida com grau de investimento deve chegar ao mercado global durante os próximos 12 meses, em um cenário que já levanta preocupações entre alguns economistas.
Nos Estados Unidos, US$ 10 trilhões precisarão ser refinanciados ao longo do próximo ano, o que representa aproximadamente 33% do total da dívida em circulação do país. Soma-se ao montante os US$ 2 trilhões de déficit projetado para o período.
Por fim, a emissão de dívida corporativa em 2026 também deve alcançar os US$ 2 trilhões, em um reflexo da necessidade de captação dos provedores de serviços de nuvem em grande escala (“hyperscalers”).
“Somando tudo, o volume total de oferta de ativos de renda fixa grau de investimento que chegará ao mercado neste ano é de aproximadamente US$ 14 trilhões. Em resumo, o aumento da oferta de ativos de renda fixa de grau de investimento está pressionando para cima as taxas de juros e os spreads de crédito”, afirma o economista-chefe global da Apollo Global Management, Torsten Slok.
Ainda sobre a situação do endividamento americano, Slok chama atenção para o fato de que para cada US$ 5 que o governo arrecada em receitas tributárias, US$ 1 é destinado ao pagamento do serviço da dívida pública.
Fonte: Valor Econômico
