A farmacêutica uruguaia Megalabs anuncia a aquisição do Complexo Senna Almeida Prado 46, marca de referência no mercado farmacêutico e que se destina ao tratamento da prisão de ventre. O produto fazia parte do portfólio do tradicional Laboratório Homeopático Almeida Prado. Os valores da transação não foram revelados.
Com a transação, a Megalabs projeta ocupar a 12ª posição em venda de unidade no ranking das farmacêuticas brasileiras, considerando as classes terapêuticas em que atua – incluindo antidiarreicos, emolientes e protetores dérmicos e descongestionantes.
A incorporação do medicamento possibilita que o laboratório incremente sua atuação no mercado de OTC e no campo terapêutico da gastroenterologia. A empresa, que tem Gianclaudio Broggi como CEO, aposta ainda no grande volume e no alto giro desse produto nas farmácias brasileiras.
O Complexo Almeida Prado registrou 2,6 milhões de unidades comercializadas nos últimos 12 meses e está presente em mais de 75 mil PDVs.
Megalabs iniciou operações no Brasil em 2020
A Megalabs tem origem no Uruguai e já atua em 18 países da América Latina. A farmacêutica iniciou operações no Brasil em 2020, mas quatro anos antes começou a plantar o terreno para atuar no país. E a estratégia escolhida passou pela compra de fabricantes tradicionais, que produzem alguns dos medicamentos mais antigos do Brasil.
Em 2016, tornou-se controladora da Daudt, indústria brasileira existente desde 1982 e que comercializava linhas como Dersani e Malvona. No ano de 2019 foi a vez da aquisição da Geyer Medicamentos, laboratório de origem gaúcha e que foi pioneiro na produção de insulina, medicamentos biológicos e injetáveis no país.
Em 2020, integrou a Mediheath ao seu ecossistema, dando início à sua incursão na área de dermatologia. A Megalabs ainda conta com produtos para dor e inflamação, ginecologia, sistem respiratório e suplementação, disponíveis também em uma plataforma de e-commerce.
De acordo com a Close-Up International, a farmacêutica movimentou R$ 414,6 milhões em vendas nas farmácias nos últimos 12 meses até junho. O montante representou uma evolução de 11,87% frente ao mesmo período anterior.
Fonte: Panorama Farmacêutico