Por Valor— São Paulo
02/05/2024 17h37 Atualizado há 15 horas
O grupo de navegação Maersk, visto como um barômetro do comércio mundial, disse que as interrupções no transporte marítimo causadas pelos ataques dos militantes Houthi a navios no Mar Vermelho devem durar pelo menos até ao final do ano, disse o CEO Vincent Clerc.
A Maersk e seus rivais têm desviado navios ao redor de África desde dezembro para evitar ataques Houthi no Mar Vermelho, aumentando as taxas de frete devido aos tempos de navegação mais longos.
“Vimos só uma escalada da situação na área e podemos ver que não apenas a Maersk mas todas as companhias marítimas ajustaram as suas redes de forma mais ou menos permanente”, disse Clerc em apresentação após a divulgação dos resultados da companhia.
A Maersk está fazendo planos para estender o atual redirecionamento ao sul do Cabo da Boa Esperança, potencialmente pelo resto do ano, para evitar o Mar Vermelho, segundo a empresa.
As linhas de abastecimento do mundo estão sofrendo uma série de interrupções, a maior delas vindo de ataques militantes Houthi no Mar Vermelho, que reduziram o trânsito de contêineres através do canal de Suez em cerca de 80%, segundo a Bloomberg.
Além disso, as secas que continuam este ano limitaram as passagens através do canal do Panamá, e a destruição da ponte Francis Scott Key tornou o porto de Baltimore inacessível a grandes navios.
Fonte: Valor Econômico
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