Por Marcela Villar e Luiz Fernando Figliagi — De São Paulo
02/05/2024 05h02 Atualizado há 4 horas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nessa quarta-feira o reajuste da tabela do imposto de renda durante ato do Dia do Trabalho com centrais sindicais na Neo Química Arena, estádio do Corinthians, na Zona Leste de São Paulo. Lula criticou a convocação para o ato, que levou ao baixo comparecimento do público no estádio do Corinthians, time para que torce.
O projeto, que amplia a isenção do IR a quem ganha até dois salários mínimos, ou seja, R$ 2.824 por mês, havia sido aprovado pelo Congresso em meados de abril e aguardava a sanção presidencial.
Lula reafirmou uma promessa da campanha presidencial de 2022 ao garantir que a faixa de isenção será de R$ 5 mil no fim do seu mandato. “A economia brasileira já voltou a crescer, os salários já voltaram a crescer. Eu prometi a vocês que até o final do meu mandato, as pessoas que ganham até R$ 5 mil não pagarão Imposto de Renda. A palavra continua em pé”, afirmou Lula.
O presidente tentou baixar a temperatura da crise do governo com o Legislativo. Lula disse que a cobertura da imprensa “dá a impressão de que tem uma guerra entre o governo e o Congresso”, mas que ele tem uma bancada progressista minoritária na Câmara e que precisou de alianças para governar.
“Quero fazer um reconhecimento. Fizemos alianças políticas pra governar, e até hoje todos os projetos que nós mandamos para o Congresso foram aprovados de acordo com os interesses que o governo queria. Isso por competência dos ministros e dos deputados que aprenderam a conversar em vez de se odiarem”, disse Lula.
O presidente afirmou que fará um mandato melhor do que os outros dois. Ressaltou o anúncio de investimentos da indústria automobilística de R$ 129 bilhões, “algo que não acontecia há mais de 40 anos”. Ainda relembrou o lançamento do Acredita, programa que concede crédito para pequenos e médios empreendedores, o que classificou como “maior política de crédito já vista no país”.
Estiveram presentes no ato, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e os ministros Luiz Marinho (Trabalho), Alexandre Padilha, Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência) e Cida Gonçalves (Mulheres), além do deputado federal Guilherme Boulos (Psol), que é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo.
De acordo com os organizadores do evento, tanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), quanto o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foram convidados para a celebração, mas não compareceram. Nunes explicou que já tinha dois compromissos previamente marcados para a data. (Com agências noticiosas)
Fonte: Valor Econômico
