Presidente da República destacou a ampliação pode contribuir para reduzir as barreiras tarifárias e não-tarifárias que ainda obstruem o comércio entre os dois países
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a ampliação do acordo Mercosul-Índia que, em sua visão, pode contribuir para reduzir as barreiras tarifárias e não-tarifárias que ainda obstruem o comércio entre os dois países. Ao lado, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, disse que o petista desempenhou papel significativo em fortalecer as relações entre Brasil e Índia e que, junto a Lula, irá trabalhar na expansão do acordo comercial.
“A ampliação do acordo Mercosul-Índia pode contribuir para reduzir as barreiras tarifárias e não-tarifárias que ainda obstruem nosso comércio. Atualmente, apenas 14% das exportações brasileiras para a Índia estão cobertas pelo acordo”, disse Lula em declaração à imprensa ao lado de Modi.
O presidente comentou que o futuro da relação se assentará em alguns pilares, como desenvolvimento tecnológico e defesa. Na área tecnológica, Lula disse que as políticas indianas de infraestruturas públicas digitais, “baseadas em dados, códigos e modelos abertos, se contrapõem à dinâmica concentradora de empresas privadas”.
Lula disse que quer criar com a Índia um “centro de excelência” para trazer tal potencial ao Brasil. “Temos interesse em colaborar no desenvolvimento e na produção de vacinas e medicamentos, a fim de fortalecer o complexo industrial da saúde brasileiro”, comentou.
Já no campo da defesa, Lula comentou que, em um mundo cada vez mais polarizado, a busca por autonomia aproxima as políticas de defesa dos países. “Expus ao primeiro-ministro Modi a disposição da Embraer de consolidar sua presença na Índia em parceria com empresas locais, com transferência de tecnologia e formação profissional. Os aviões da empresa podem ajudar o país a concretizar o plano UDAN para que todos os indianos possam voar”, disse.
Lula também comentou sobre o combate às mudanças climáticas e disse que o Brasil e Índia chegarão à COP30 como líderes da transição energética justa. “Mostraremos que é possível aliar redução nas emissões de gases de efeito estufa e crescimento econômico e inclusão social”, disse.
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Fonte: Valor Econômico