A Libbs Farmacêutica reduziu em cerca de 70% a relação entre desligamentos e admissões na equipe de Campo, formada por consultores médicos e propagandistas, após reformular o processo de seleção. O novo modelo, baseado em competências, combina entrevistas estruturadas, participação de diferentes lideranças e uso de inteligência artificial (IA) na triagem inicial.
O piloto começou em maio de 2024. Nos dois anos seguintes, até maio de 2026, a área registrou 127 admissões e cinco desligamentos. No período equivalente anterior, foram 104 contratações e 13 desligamentos. Com isso, a relação entre desligamentos e admissões caiu de 12,5% para 3,9%.
A companhia também acompanhou a percepção dos candidatos sobre a experiência. Uma pesquisa interna apontou 97% de satisfação entre os profissionais de Campo que participaram do novo processo. Entre os aspectos mais bem avaliados estavam a transparência e a percepção de que a avaliação considerava diferentes aspectos do perfil profissional.
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Mais de uma avaliação
A principal mudança está na forma como os candidatos são avaliados. Em vez de concentrar a decisão em uma entrevista com o gestor responsável pela vaga, o processo distribui a avaliação entre diferentes líderes, cada um responsável por analisar competências específicas.
Um profissional da área de Atração e Captação, capacitado para exercer a função de Bar Raiser, acompanha as etapas. Inspirado em uma prática utilizada pela Amazon, o modelo busca reduzir a influência de avaliações individuais e ampliar a consistência do processo de escolha.
A decisão final é tomada em conjunto pelos avaliadores, após a realização das entrevistas. A proposta é evitar que a contratação dependa da percepção de uma única pessoa e estabelecer critérios mais estruturados para comparar os candidatos.
A inteligência artificial entra antes dessa etapa. A Libbs utiliza a Lis, assistente virtual que realiza entrevistas por voz e ajuda na triagem de candidatos. A ferramenta é utilizada especialmente em processos com grande volume de inscrições, que podem ultrapassar dois mil currículos.
Em um dos ciclos analisados pela companhia, a tecnologia reduziu em 29% o número de candidatos que precisaram ser avaliados inicialmente pela equipe de recrutamento.
Segundo Elaine Lira, gerente de Desenvolvimento de Talentos da Libbs, a tecnologia foi incorporada como apoio ao processo, sem substituir a avaliação humana. “O uso da tecnologia nos ajuda a ganhar eficiência sem renunciar ao olhar humano. A inteligência artificial apoia a análise inicial, mas as entrevistas e decisões finais continuam sendo conduzidas por pessoas”, conclui.
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Fonte: IT Forum