29 de novembro (Reuters) – Após um decepcionante 2024, as empresas da América Latina devem ver uma recuperação nos lucros de cerca de 16% no próximo ano, segundo cálculos do JPMorgan. Praticamente todos os países, exceto a Colômbia, estão previstos para registrar crescimento de dois dígitos.
Este ano, os lucros das empresas na região devem ter uma contração de 24%, conforme apontou a analista do JPMorgan, Cinthya Mizuguchi, em uma nota enviada a clientes.
“Em 2024, a América Latina se destacou como a pior região tanto em termos de desempenho quanto na perspectiva de lucros no final do ano,” afirmou Mizuguchi na nota publicada na noite de quarta-feira.
“A desvalorização cambial desempenhou um papel significativo nessa deterioração das expectativas, mas a perspectiva para 2025 parece mais promissora,” acrescentou Mizuguchi.
Os mercados emergentes, de forma geral, sofreram com a força do dólar este ano, com a moeda norte-americana valorizando quase 5% desde o início do ano em relação a uma cesta de moedas.
No front setorial, Mizuguchi espera crescimento de dois dígitos nos setores de energia, indústria, finanças, tecnologia, saúde e telecomunicações, após fortes contrações este ano. No entanto, o setor de consumo discricionário é esperado como uma exceção, com previsão de contração de 9% em 2025, embora isso venha após um aumento de 136% este ano.
O crescimento dos lucros das empresas no Brasil e no México está estimado em cerca de 15% e 14%, respectivamente, para o próximo ano.
Em termos de índices acionários, tem sido um ano difícil para a América Latina. O índice regional MSCI (.MILA00000PUS) sofreu uma queda de 25% até agora este ano.
Em dólar, o índice MSCI do Brasil (.dMIBR00000PUS) e o do México (.dMIMX00000PUS) recuaram cerca de 27% no acumulado do ano. Em comparação, o índice mais amplo de mercados emergentes do MSCI registrou um ganho superior a 5%.
Fonte: Reuters
Traduzido via ChatGPT
