O governo de Israel exigiu ontem sanções mais fortes contra o Irã, enquanto membros do gabinete de guerra se reuniam pelo terceiro dia seguido para definir uma reação ao ataque sem precedentes lançado por Teerã no sábado. O chanceler israelense, Israel Katz, disse que, “juntamente com a resposta militar” que Israel planeja desde o fim de semana, houve contatos com dezenas de países como parte de uma “ofensiva diplomática contra o Irã”.
“O Irã deve ser detido agora – antes que seja tarde demais”, escreveu Katz no X, o antigo Twitter. Ele disse que também pediu aos aliados que apoiassem sanções ao programa de mísseis do Irã e declarassem a Guarda Revolucionária do país uma organização terrorista.
Quase ao mesmo tempo, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, afirmou que Washington deve reforçar as sanções que mantém contra o Irã nos próximos dias. Ela disse que “todas as opções” estarão sobre a mesa, e que os EUA não hesitarão em trabalhar com aliados para “interromper a atividade maligna e desestabilizadora do regime iraniano”.
“Desde o bombardeio deste fim de semana até os ataques dos houthis no Mar Vermelho, as ações do Irã ameaçam a estabilidade da região e podem causar efeitos econômicos”, afirmou Yellen.
Os EUA e seus aliados estão empenhados em oferecer a Israel um conjunto mais abrangente de sançoes ao Irã coma alternativa a uma retaliação militar israelense – que poderia envolver toda a região em um conflito mais amplo e de consequências imprevisívieis poítica e economicamente.
Josep Borrell, o principal diplomata da União Europeia, disse ontem, após uma reunião virtual com ministros das Relações Exteriores do bloco, que as autoridades de Bruxelas começariam a trabalhar no texto das novas sanções, a pedido dos Estados-membros.
Em uma videoconferência com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, “reiterou o apoio inabalável do Reino Unido à segurança de Israel e a uma estabilidade regional mais ampla”, mas acrescentou que “uma escalada significativa não era do interesse de ninguém e só aprofundaria a insegurança no Oriente Médio”.
“Este foi um momento para a calma prevalecer”, disse Sunak.
Netanyahu lidera um gabinete dividido sobre a reação ao Irã – com aliados de ultradireita pressionando por uma ofensiva total contra Teerã. O Irã alega que o ataque foi uma retaliação ao bombardeio à sua embaixada em Damasco, que matou vários membros da Guarda Revolucionária.
fonte: valor econômico
