O Irã intensificou ataques contra áreas de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e de outros países do Golfo Pérsico, elevando a preocupação sobre a duração da guerra no Oriente Médio, apesar das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o conflito está “praticamente concluído”.
Moradores de Dubai receberam pelo menos dois alertas de mísseis no fim da noite de quarta-feira, e um drone caiu em um prédio em Creek Harbour, um novo complexo de torres residenciais. As autoridades disseram que controlaram rapidamente o incêndio resultante e que não houve vítimas.
O Dubai Media Office, que divulga comunicados em nome do governo da cidade, informou nesta quinta-feira que houve outro incidente com drones, considerado de menor impacto, no bairro de Al-Baada, acrescentando que ninguém havia ficado ferido.
Posteriormente, informou que disparos de interceptação derrubaram um drone e que estilhaços atingiram a fachada de um prédio na Sheikh Zayed Road, a rodovia de 12 faixas que atravessa o coração da cidade. Também nesse caso não houve feridos.
O Kuwait, por sua vez, afirmou que seu aeroporto internacional foi alvo de vários drones, resultando em danos materiais não detalhados.
No Bahrein, tanques de combustível pegaram fogo após ataques iranianos, de acordo com o Ministério do Interior. Vídeos divulgados pelas autoridades mostraram os bombeiros trabalhando para tentar controlar o incêndio causado pela ação de Teerã.
A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã com bombardeios aéreos, matando o líder supremo Ali Khamenei e desencadeando uma resposta de Teerã que incluiu mísseis e drones lançados por todo o Golfo. Além de abalar os mercados de energia e financeiros, o conflito resultou em milhares de cancelamentos de voos e interrompeu os fluxos de fertilizantes e outras mercadorias.
Além dos ataques aos vizinhos, o Irã intensificou nos últimos dias os ataques a navios no Estreito de Ormuz. Hoje, dois petroleiros foram atingidos em águas iraquianas e Omã evacuou um importante terminal de exportação de petróleo, Mina Al Fahal.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, deu as declarações mais específicas até agora sobre o que seria necessário para que seu país aceitasse um cessar-fogo. Teerã precisa de “garantias internacionais firmes contra futuras agressões”, além de reparações, disse ele no X na quarta-feira, após conversar com líderes da Rússia e do Paquistão.
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Fonte: Valor Econômico