O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) – considerado a prévia da inflação oficial no país – subiu 0,26% em junho, após alta de 0,36% em maio, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A energia elétrica foi a principal influência para a alta do indicador no sexto mês de 2025, com variação de 3,29% e impacto de 0,13 ponto percentual.
Em junho de 2024, o IPCA-15 tinha subido 0,39%. A taxa é a menor para um mês de junho desde 2023 (0,04%).
O resultado ficou abaixo da mediana das 25 projeções de analistas de consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data, que estimavam avanço de 0,29% em junho. O intervalo das estimativas ia de 0,22% a 0,34% de aumento.
Com o dado de junho, o IPCA-15 acumula elevação de 5,27% em 12 meses. Até maio, o resultado em 12 meses era de 5,40%. Já o resultado acumulado do IPCA-15 em 2025, até junho, foi de 3,06%.
O resultado em 12 meses ficou abaixo da mediana das 25 estimativas coletadas pelo Valor Data, que era de 5,30%, com intervalo entre 5,23% e 5,35%. A meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC) para 2024 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima.
Das nove classes de despesas usadas para o cálculo do IPCA-15, o grupo alimentação e bebidas, que tinha subido 0,29% em maio, passou para uma deflação de 0,02% em junho. Vestuário abrandou o ritmo de alta na passagem de um mês para outro (de 0,92% para 0,51%); assim comop saúde e cuidados pessoais (de 0,91% para 0,29%); despesas pessoais (de 0,50% para 0,19%) e comunicação (de 0,27% para 0,02%). Educação mudou de direção (de 0,09% para -0,02%). Também tiveram alteração de rumo artigos de residência (de -0,07% para 0,11%) e transportes (de -0,29% para 0,06%). Habitação, por sua vez, acentuou a trajetória de alta (de 0,67% para 1,08%).
O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos. O indicador abrange nove regiões metropolitanas (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba), além das cidades de Brasília e Goiânia. A diferença em relação ao IPCA está no período de coleta e na abrangência geográfica.
Difusão
A inflação se espalhou menos pelos itens que compõem o IPCA-15 em junho. O Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e serviços que tiveram aumento de preços num período, caiu de 66,5% em maio para 57,8% um mês depois, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta.
Sem alimentos, um dos grupos considerados mais voláteis, o indicador também recuou, de 67,3% para 58,5%.
Núcleos
A média dos cinco principais núcleos do IPCA-15 monitorados pelo Banco Central diminuiu de 0,40% em maio para 0,31% em junho, ,segundo cálculos da MCM Consultores.
No IPCA-15 em 12 meses, a média dos cinco núcleos recuou para 5,08%, de 5,12% em maio.
Fonte: Valor Econômico
