O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,36% em outubro, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), depois de ter avançado 0,42% em setembro. Economistas ouvidos pelo Valor Data previam recuo de 0,18%, com o intervalo das projeções indo de baixa de 0,44% a avanço de 0,20%). Em outubro de 2024, o IGP-M subiu 1,52%.
Na primeira prévia do mês, o indicador havia cedido 0,37% e, na segunda, caído 0,38%.
Com o resultado de outubro, o índice acumula alta de 0,92% nos últimos 12 meses. Esse resultado ficou abaixo da mediana de 1,10% de aumento das estimativas dos analistas ouvidos pelo Valor Data, e dentro do intervalo das projeções (+0,84% a 1,49%). No ano, houve queda de 1,30%.
“Em outubro, os preços ao produtor foram impactados pela queda de matérias-primas brutas agropecuárias de peso, como leite in natura, café em grão, soja em grão e bovinos. Já os preços ao consumidor registraram forte desaceleração, influenciada principalmente pelo grupo Habitação, com redução nas tarifas de energia elétrica residencial decorrente da mudança da bandeira tarifária, que passou de vermelha patamar 2 para vermelha patamar 1. O INCC manteve ritmo de aceleração semelhante ao de setembro, com destaque para a reversão da trajetória de queda nos preços de materiais para estrutura, especialmente aqueles feitos de materiais metálicos, como vergalhões e arames de aço ao carbono,” afirmou o economista do FGV Ibre Matheus Dias.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) cedeu 0,59% em outubro, após elevação de 0,49% em setembro. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais subiu 0,39% em outubro, depois de queda de 0,02% em setembro. O índice correspondente a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, avançou de 0,05% em setembro para 0,25% em outubro. A taxa do grupo Bens Intermediários caiu 0,35% em outubro, após queda de 0,42% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex) (excluindo o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção) diminuiu 0,39% em outubro, contra queda de 0,25% em setembro. O estágio das Matérias-Primas Brutas recuou 1,41% em outubro, ante alta de 1,47% em setembro.
O Índice de Preços ao Consumidor avançou 0,16% em outubro, depois de aumento de 0,25% em setembro. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, Habitação passou de 1,14% para 0,04%). Houve mudança de rumo em Alimentação (-0,29% para 0,05%), Vestuário (-0,15% para 0,58%) e Despesas Diversas (-0,16% para 0,20%). Subiram mais Educação, Leitura e Recreação (0,38% para 0,50%), Comunicação (0,05% para 0,20%), Transportes (0,16% para 0,23%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,07% para 0,08%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou elevação de 0,21%, repetindo a taxa de variação apurada no mês anterior. Analisando os três grupos constituintes do INCC, Materiais e Equipamentos saiu de queda de 0,05% para alta de 0,29%; a variação do grupo Serviços passou de 0,18% para 0,08%; e o grupo Mão de Obra desacelerou de 0,54% para 0,13%.
Fonte: Valor Econômico

