O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) recuou 0,42% em fevereiro, após avançar 0,29% um mês antes. Com esse resultado, o índice acumula queda de 0,13% no ano e baixa de 2,25% nos últimos 12 meses. Em fevereiro de 2025, o IGP-10 registrou elevação 0,87% no mês e acumulava alta de 8,35% em 12 meses.
“A queda do IPA foi determinada principalmente pelo comportamento das Matérias-Primas Brutas, cuja taxa passou de 0,48% para -2,20%, influenciada sobretudo pelo recuo de importantes commodities, como soja em grão e minério de ferro. No varejo, o IPC acelerou refletindo principalmente os reajustes sazonais no grupo Educação, além das altas em Transportes e Habitação”, afirmou o economista do FGV Ibre Matheus Dias.
O IPA-10 caiu 0,80% em fevereiro, depois de aumento de 0,24% em janeiro. O grupo de Bens Finais apresentou queda menos intensa, passando de recuo de 0,26% em janeiro para decréscimo de 0,05% no mês seguinte. O índice correspondente a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, foi de queda de 0,24% em janeiro para avanço dee 0,06% em fevereiro. A taxa do grupo Bens Intermediários subiu 0,51% em fevereiro, apresentando maior intensidade que janeiro (0,40%). O índice de Bens Intermediários (ex) (excluindo o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção) apresentou elevação de 0,61% em fevereiro, após aumento de 0,46% mês anterior. O estágio das Matérias-Primas Brutas saiu de uma alta de 0,48% em janeiro para uma queda de 2,20% em fevereiro.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve aumento de 0,50%, superior à taxa de 0,39% de janeiro. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, subiram mais Transportes (0,40% para 0,93%), Habitação (0,08% para 0,34%), Educação, Leitura e Recreação (1,27% para 1,51%), Despesas Diversas (0,11% para 0,33%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,22% para 0,24%). Em contrapartida, Vestuário foi para o campo negativo (0,87% para -1,10%) e Alimentação registrou suavização no ritmo de alta (0,50% para 0,44%). Já o grupo Comunicação não registrou variação pelo segundo mês consecutivo.
Em fevereiro, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) aumentou 0,47%, igual à taxa observada em janeiro. Dos três grupos constituintes do INCC, Materiais e Equipamentos foram de 0,26% para 0,32%; Serviços passaram de 0,09% para 0,53%; e o Mão de Obra partiu de 0,78% para 0,66%.
Fonte: Valor Econômico
