Farmacêutica brasileira captou em 2021 R$ 40 milhões destinados a expandir sua força de vendas
Por Stella Fontes — De São Paulo
22/09/2022 05h02 Atualizado há 3 horas
A brasileira GreenCare, farmacêutica controlada pelo fundo Greenfield Global Opportunities que se especializou em produtos à base de cannabis, está elevando as apostas no varejo farmacêutico.
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Com um projeto de delivery que começou a sair do papel neste mês, mandatou o banco BR Partners para coordenar uma nova captação de recursos, que serão usados para triplicar sua força de vendas até o fim do ano que vem e financiar o processo de registro de medicamentos à base de cannabis junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
“O próximo passo é ter um produto registrado, com comprovação de segurança e eficácia”, disse o presidente da empresa, Martim Prado Mattos. No começo do ano passado, a GreenCare já havia levantado R$ 40 milhões em uma primeira rodada, usados para expandir sua força de vendas.
Com mais de 20 mil pacientes ativos, a empresa é a maior fornecedora de produtos de cannabis medicinal via importação no país. Com o delivery, a proposta é reduzir em até 90% o prazo de entrega do medicamento importado aos pacientes que usam os serviços da GreenCare. Nos grandes centros, o prazo para retirada da receita controlada é de 24 horas e o de entrega do produto, de outras 24 horas, disse o sócio e diretor comercial da GreenCare, Fábio Furtado.
A empresa firmou um acordo com a Viveo, distribuidora de produtos médicos, para garantir a logística necessária ao serviço porta-a-porta. Mas pode haver novas parcerias no futuro.
A GreenCare já recebeu três autorizações sanitárias da Anvisa para oferta de produtos no varejo. O primeiro a estar disponível no delivery é o Extrato de Cannabis GreenCare, neste mês. Os outros dois começam a ser distribuídos em outubro e dezembro, respectivamente.
Conforme Mattos, o fato de a empresa ter optado pelo modelo de delivery neste momento não impede que, no futuro, seus produtos sejam oferecidos nas grandes redes de farmácias. “Estamos sendo bem inovadores dentro da industria farmacêutica com esse modelo e fizemos isso para que o paciente tenha um atendimento mais personalizado. Dificilmente isso pode ser feito pelas grandes redes”, acrescentou.
Fonte: Valor Econômico