Por Matheus Prado, Valor — São Paulo
19/07/2023 15h09 Atualizado há 20 horas
A edição de julho do “LatAm Fund Manager Survey”, pesquisa do Bank of America realizada com gestores de 36 fundos latino-americanos, que possuem US$ 65,5 bilhões sob gestão, aponta que os agentes seguem otimistas com o mercado local.
De acordo com o levantamento, 28% dos participantes estão tomando mais risco do que o que fazem habitualmente, número que não ficava acima da média histórica (21%) desde novembro de 2021; 50% pretendem aumentar sua alocação em ações nos próximos seis meses; e 31% estão tomando proteções contra quedas agudas nos próximos três meses. Já a posição de caixa dos respondentes segue acima da média, 7,2% contra 5,1%.
Adicionalmente, 64% dos entrevistados acreditam que possíveis resultados corporativos abaixo do consenso no segundo trimestre já estão precificados e 72% avaliam que as projeções de lucros devem ser mantidas ou revisadas para cima. Com isso, a maioria espera que o Ibovespa encerre este ano marcando entre 120 mil pontos e 130 mil pontos, com os setores de consumo discricionário, financeiro e industrial entre os favoritos.
Na outra ponta, os setores de comunicação, energia e materiais aparecem entre os menos queridos do momento, mesmo com a maior parte dos respondentes afirmando que, em caso de estímulos na China, deve haver reação positiva das commodities às medidas. Por outro lado, 50% esperam que o dólar se mantenha enfraquecido, o que não ajuda as exportadoras. Os principais riscos de cauda para o mercado, segundo os participantes, são juros mais altos nos EUA e desaceleração da economia americana.
No cenário macro, 75% dos gestores esperam que a Selic comece a cair em agosto e encerre o ano entre 12% e 12,75%; que o PIB avance pelo menos 2% (36% esperam que avance mais que 2%); e que o dólar fique entre R$ 4,81 e R$ 5,10.
Fonte: Valor Econômico


