A Fundação Ezequiel Dias (Funed) vai passar a produzir no Brasil o Aflibercepte, medicamento indicado para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade (DMRI), doença que pode levar à perda progressiva da visão central. A iniciativa foi aprovada pelo Ministério da Saúde por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). De acordo com a entidade, a produção será realizada em parceria com a Samsung Bioepis e a Bionovis. Atualmente, não há fabricação nacional do medicamento. Para viabilizar o projeto, a Funed prevê investimento de cerca de R$ 42 milhões, destinados a adequações na Unidade V, onde o fármaco será produzido. + Justiça pode bloquear R$ 1,6 milhão de suspeito de liderar tráfico em cidade de MG A parceria prevê transferência integral de tecnologia, incluindo processos produtivos, análises do produto acabado e do insumo farmacêutico ativo (IFA biológico), além de bancos celulares e suporte técnico para internalização completa da tecnologia. Medicamento de alto custo O Aflibercepte é administrado por injeção intraocular e é utilizado no tratamento de doenças graves que afetam a retina e a mácula, como a DMRI. Atualmente, cada unidade custa cerca de R$ 3,2 mil, com demanda estimada em aproximadamente 78 mil doses anuais. Com a produção nacional e eventual incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS), a expectativa é que o valor por unidade possa cair para cerca de R$ 1,4 mil. A demanda, nesse cenário, pode alcançar 250 mil doses por ano. Além da degeneração macular relacionada à idade, o medicamento também é indicado para tratar deficiência visual causada por edema macular secundário, edema macular diabético e neovascularização coroidal miópica. Sobre a DMRI A DMRI é uma doença degenerativa e progressiva que compromete a região central da retina (mácula) e é considerada a principal causa de cegueira irreversível em pessoas com mais de 50 anos nos países desenvolvidos. Estudos apontam aumento significativo da incidência após os 75 anos.
Fonte: Otempo