Por Adriana Cotias, Valor — São Paulo
07/02/2024 19h42 Atualizado há 14 horasPresentear matéria
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Os fundos de investimento iniciaram 2024 com uma captação líquida de R$ 49,8 bilhões em janeiro, o melhor desempenho mensal desde abril de 2022. O fluxo é uma boa notícia para o setor, que teve dois anos sucessivos de saques expressivos, com saídas líquidas de R$ 109,6 bilhões no ano passado e R$ 129,6 bilhões em 2022. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
O desempenho da indústria veio puxado ainda pelo conservadorismo do investidor, com as carteiras de renda fixa na liderança, com ingressos líquidos de R$ 67,3 bilhões, ante saídas de R$ 47,5 bilhões em dezembro. Os fundos de curto prazo e que investem basicamente em títulos públicos atraíram R$ 36,6 bilhões, enquanto os de renda fixa com duração livre e com papéis com grau de investimento receberam R$ 8,3 bilhões.
Aparentemente, já há, nas estatísticas, efeitos da nova tributação dos fundos fechados exclusivos e reservado neste ano com o come-cotas, o imposto semestral que já incide nas carteiras condominiais de renda fixa, multimercados e cambiais.
Os veículos de previdência, que normalmente têm o fluxo concentrado nos últimos meses do ano, atraíram R$ 2,4 bilhões em janeiro. Em seguida, aparecem os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), com saldo positivo de R$ 2,1 bilhões, e os fundos de investimento em participações, com R$ 705,2 milhões. Em comum, essas carteiras ainda preservam atributos de diferimento tributário que não serão mais possíveis nos portfólios de gestão patrimonial de famílias endinheiradas.
Já os fundos de ações registraram resgates líquidos de 942,2 milhões em janeiro, após uma captação positiva de R$ 20,1 bilhões em dezembro passado. Os multimercados seguem nessa toada, com saídas de R$ 20 bilhões, após saques de R$ 30,7 bilhões, em dezembro.
Vale lembrar que boa parte dos fundos exclusivos e restritos foi estruturada sob a casca dos multimercados, então a taxação pode ter alguma influência nesse fluxo.
Fonte: Valor Econômico
