Por Felipe Laurence — De São Paulo
18/01/2023 05h01 Atualizado há 5 horas
A Fitch Ratings cortou ontem a nota de crédito da Americanas em moeda estrangeira e local de “CC” para “C” e a nota de crédito nacional de “CC(bra)” para “C(bra)”. Segundo a agência, o novo rating significa risco de crédito próximo à inadimplência.
Os analistas Gisele Paolino, Renato Donatti e Mauro Storino escrevem que a redução acontece após a Americanas conseguir a decisão liminar na Justiça que suspende vencimento antecipado das dívidas da companhia e exigências de todas as obrigações relacionadas aos instrumentos financeiros.
“Caso a Americanas anuncie oficialmente um plano de reestruturação, a nota pode ser rebaixada para ‘RD’, em caso de inadimplência restrita, ou ‘D’, se entrar com processo de recuperação judicial.” A agência diz que a liminar dá a entender que sua capacidade de cumprir com as obrigações financeiras foi prejudicada de maneira irreparável.
Os analistas reiteram que a adição dos R$ 20 bilhões em dívidas torna a estrutura de capital da Americanas insustentável e sua flexibilidade financeira é limitada por conta dos danos à reputação.
Na noite de segunda-feira, a S&P já havia cortado a nota de crédito da Americanas de “B” na escala global e “br-A” na nacional para “D” (default geral), e rebaixado as classificações de emissão das dívidas “senior unsecured” da varejista de “B” para “D”, retirando os ratings de recuperação
“Os ratings ‘D’ refletem nossa visão de que a tutela cautelar concedida à Americanas na última sexta-feira é semelhante a um ‘standstill’, pois permite que a empresa não pague nenhuma de suas obrigações relacionadas a instrumentos de dívida nos próximos 30 dias”, explicam os analistas liderados por Henrique Koch. (Colaborou Victoria Netto)
Fonte: Valor Econômico