Os Estados Unidos anunciaram sanções nesta quinta-feira (21) contra o Gazprombank, um dos únicos bancos russos que ainda estava isento de penalidades devido à guerra contra a Ucrânia, em uma medida que tem como objetivo restringir a capacidade da Rússia de financiar seu esforço de guerra.
As punições anunciadas afetam a ação do Gazprombank, o principal canal de pagamentos de energia da Rússia, e de suas seis subsidiárias internacionais no sistema financeiro global, dominado pelos EUA.
Segundo o governo americano, o banco foi utilizado pela Rússia como meio de comprar equipamentos militares para a guerra na Ucrânia, além de pagar soldados e indenizar as famílias dos mortos em combate.
“Essa ação abrangente tornará mais difícil para o Kremlin escapar das sanções dos EUA e financiar e equipar suas forças armadas”, disse a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen. “Continuaremos a tomar medidas decisivas contra quaisquer canais financeiros que a Rússia use para apoiar sua guerra ilegal e não provocada na Ucrânia.”
O governo Biden havia poupado o Gazprombank de sanções até agora por ser crucial para os mercados de energia, com os países europeus utilizando o banco para pagar o gás que ainda compram da Rússia.
No entanto, durante a guerra, a União Europeia (UE) reduziu drasticamente sua dependência do gás russo proveniente de gasodutos, de 40% para menos de 8% da matriz energética do bloco. As novas sanções também ocorrem no momento em que os contratos para o trânsito de gás russo pela Ucrânia para países europeus expiram em 1º de janeiro
Mesmo assim, as sanções aumentam o risco de corte de alguns dos últimos fluxos de gás natural russo para uma série de países da Europa Central. Embora a Europa tenha reduzido sua dependência da Rússia, perder uma das últimas rotas de gás via pipeline aumentaria a competição pelas remanescentes ofertas e elevaria os preços em todo o continente.
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Sede do Gazprombank, em Moscou — Foto: Reprodução
Fonte: Valor Econômico
