
As ofertas públicas iniciais (IPOs) nos Estados Unidos estão prestes a se recuperar neste ano, afirmaram estrategistas do Goldman Sachs Group, citando fatores favoráveis como um pano de fundo econômico sólido, aumento da confiança nos conselhos de administração e uma política monetária favorável.
A captação deve alcançar US$ 160 bilhões em 2026, escreveram os analistas liderados por Ben Snider em relatório. O valor seria mais do que o triplo dos cerca de US$ 48 bilhões levantados pelas empresas no ano passado, excluindo SPACs e outros fundos, segundo dados compilados pela Bloomberg.
“Esperamos uma atividade econômica sólida, melhora na confiança dos CEOs, política monetária amigável e continuidade da valorização do mercado acionário neste ano”, escreveram os estrategistas.
Eles avaliam que o crescimento esperado de IPOs representa mais uma normalização após níveis excepcionalmente deprimidos do que um boom especulativo. O número de operações deve subir para 120 listagens em 2026, quase o dobro do total registrado no ano passado. Em termos de volume financeiro, as emissões ainda representariam apenas cerca de 0,2% da capitalização de mercado do Russell 3000, abaixo dos 0,3% observados no pico de 2021.
Nova York teve um início de ano irregular em termos de estreias em bolsa, depois que três empresas tropeçaram nas primeiras sessões de negociação. Mais recentemente, as ações da Veradermics, desenvolvedora de medicamentos para restauração capilar, dispararam 122% em sua estreia na quarta-feira, enquanto os papéis da Eikon Therapeutics, focada em medicamentos contra o câncer, caíram 17% na quinta-feira.
Para Snider, os principais riscos para IPOs em 2026 incluem uma retomada da volatilidade dos mercados. Na semana passada, houve turbulência nas ações, com papéis de tecnologia liderando as quedas, à medida que investidores questionaram os retornos de pesados investimentos em inteligência artificial. Snider observou ainda que a forte concentração de empresas de software no pipeline de IPOs também representa um risco.
Do ponto de vista das empresas, várias grandes companhias privadas estão se preparando para abrir capital, o que cria uma ampla gama de resultados possíveis para o volume total de emissões, escreveu Snider. O montante pode ser tão baixo quanto US$ 80 bilhões se nomes de peso permanecerem privados, ou chegar a US$ 200 bilhões caso todas avancem com seus planos.
Os estrategistas destacaram que os retornos das ações tendem a ser mais moderados após um aumento acentuado no número de IPOs.
“A história mostra que períodos de elevada atividade de IPOs costumam estar associados a retornos fortes e concomitantes do S&P 500, mas a desempenhos abaixo da média posteriormente”, disseram os estrategistas. “No entanto, os momentos históricos de maior volume de IPOs coincidiram com ampla euforia do mercado. Os IPOs recentes apresentam avaliações mais baixas e maior rentabilidade do que aqueles observados nesses episódios.”
Para continuar lendo, cadastre-se!
E ganhe acesso gratuito
a 3 conteúdos mensalmente.
Ou assine a partir de R$ 9,90/mês!
Você terá acesso permanente
e ilimitado ao portal, além de descontos
especiais em cursos e webinars.
Você atingiu o limite de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês.
Faça agora uma assinatura e tenha acesso ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais
Ja é assinante? Clique aqui
Fonte: Capital Aberto
