A terapia experimental pode ser a primeira a editar genes dentro de um corpo vivo, direcionada a uma ampla população de pacientes
A Eli Lilly concordou em comprar a Verve Therapeutics, uma empresa de biotecnologia americana que busca usar a edição genética para prevenir o entupimento de artérias, por até US$ 1,3 bilhão, na mais recente iniciativa da farmacêutica para desenvolver seu portfólio de produtos para doenças cardíacas.
A Lilly pagará até US$ 13,50 por ação, informaram as empresas na terça-feira. A Verve subiu 82% nas negociações antes da abertura das bolsas americanas, enquanto a Lilly caiu cerca de 1%.
O acordo dá à Lilly o controle total de um programa de pesquisa que ela já ajudava a conduzir por meio de uma colaboração. As duas empresas trabalham juntas desde 2023 no programa experimental de edição genética da Verve para reduzir a lipoproteína (a), um fator de risco para o acúmulo de placas nas artérias.
A terapia experimental pode ser a primeira a editar genes dentro de um corpo vivo, direcionada a uma ampla população de pacientes, disse Ruth Gimeno, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento de diabetes e metabolismo da Lilly.
A Lilly pagará US$ 10,50 por ação em dinheiro, bem como um direito de valor contingente não negociável que dá ao detentor o direito de receber até US$ 3 extras por ação.
A transação provavelmente será concluída no terceiro trimestre, disse a Lilly.
Com suas vendas impulsionadas pelo medicamento de sucesso para obesidade Zepbound, a Lilly concentrou seus negócios recentes em tratamentos experimentais que podem impulsionar o crescimento da receita a longo prazo.
Em janeiro, a empresa divulgou a aquisição de um medicamento contra câncer testado pela Scorpion Therapeutics por até US$ 2,5 bilhões. Em maio, a empresa anunciou a compra da SiteOne Therapeutics, uma empresa de biotecnologia que desenvolve analgésicos, por até US$ 1 bilhão.
Fonte: Valor Econômico