Por Valor — São Paulo
05/05/2023 14h43 Atualizado há 2 dias
O Partido Conservador britânico perdeu centenas de assentos nas eleições para conselhos locais no Reino Unido na quinta-feira (4), em uma contundente derrota para o premiê Rishi Sunak em seu primeiro teste eleitoral. Os primeiros resultados consolidados começaram a ser divulgados na sexta-feira.
Projetados nacionalmente pela emissora pública britânica “BBC”, a oposição trabalhista elegeu 35% dos conselheiros (que seriam equivalentes a vereadores no Brasil) e os conservadores, 26% — a maior vantagem dos trabalhistas sobre os tradicionais rivais desde 1997. Liberais-democratas ficaram com 20% e outras forças, incluindo independentes, obtiveram 19% dos assentos, de acordo com a projeção da emissora.
Esses seriam os números das eleições parlamentares que Sunak deve convocar para até janeiro de 2025 se elas fossem realizadas hoje, indicou a “BBC”. Os estatísticos da emissora explicam que não faz sentido olhar para os números brutos das eleições locais, porque em alguns anos há mais eleições nas áreas conservadoras e em outros anos mais nas trabalhistas. Londres, por exemplo, onde pesquisas mostram uma predominância trabalhista, não realizou eleições neste ano.
Analistas creditaram o mau desempenho dos conservadores — além do desgate do partido que se acentuou desde a renúncia de Boris Johnson em meio a escândalos éticos no ano passado — ao avanço dos liberais- democratas no centro rural conservador no sul.
“A vantagem de nove pontos que os trabalhistas devem ter sobre os conservadores é a maior vantagem que o Partido Trabalhista registrou em nossa medida desde que perdeu o poder em 2010”, disse John Curtice, analista de pesquisas da “BBC” que também é professor de política da Universidade de Strathclyde. Com a maior parte dos votos das eleições locais da véspera ainda a serem contados, os primeiros resultados sugerem que Sunak tem um longo caminho a percorrer para mudar a sorte de seu partido na próxima eleição.
“Não se enganem: estamos a caminho de uma maioria trabalhista nas próximas eleições gerais”, disse o líder trabalhista Keir Starmer. “Mudamos nosso partido, conquistamos a confiança dos eleitores e agora podemos mudar nosso país.”
Fonte: Valor Econômico

