Por Valor, Com Dow Jones Newswires — São Paulo
17/07/2023 10h38 Atualizado há 23 horas
Economistas consultados pelo The Wall Street Journal e a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, veem redução do risco de recessão no país após um início de ano turbulento.
Segundo economistas, a probabilidade de recessão ainda é alta na comparação histórica, mas a economia continuou crescendo mesmo com o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) aumentando as taxas de juros. Quase 60% dos economistas disseram que seu principal motivo para otimismo sobre as perspectivas econômicas é a expectativa de que a inflação continuará desacelerando.
A redução da inflação, um mercado de trabalho ainda forte e a resiliência econômica levaram economistas consultados pelo “The Wall Street Journal” a reduzir a probabilidade de uma recessão nos próximos 12 meses para 54%, de 61% nas duas pesquisas anteriores.
Alguns economistas agora veem um caminho para alcançar um “pouso suave” na economia ou reduzir a inflação sem recessão.
“No início deste ano parecia mais um sonho impossível”, diz Sean Snaith, diretor do Instituto de Previsões Econômicas da Universidade da Flórida Central. Agora, ele acrescenta, “parece que uma recessão continua ficando distante, distante, distante para o futuro”.
Yellen corroborou a visão de que a economia americana vê cada vez menor o risco de recessão e diz que não espera mais esse cenário para 2023.
Em entrevista à “Bloomberg TV”, Yellen disse que o crescimento mais lento na China pode se espalhar para outras economias, mas que os EUA estão em um “bom caminho”.
Esta semana, banqueiros centrais e ministros das finanças dos países do Grupo das 20 principais economias (G20) se reunirão na Índia em meio a sinais de que o breve período de bonança da economia global pode estar chegando ao fim. A questão diante deles é se eles podem continuar evitando as piores consequências das ameaças que enfrentam, como política monetária restritiva e desaceleração do comércio global.
Fonte: Valor Econômico


