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Após ganhar o contrato de licitação neste ano para fornecer cannabis medicinal à rede pública de saúde do Estado de São Paulo, a Ease Labs Pharma fechou a compra de 100% da Plena Colômbia, uma das maiores empresas de cultivo de cannabis na América Latina com capacidade para produzir 40 toneladas de biomassa da planta, por ano.
A Ease Labs é uma das maiores clientes, respondendo por cerca de 30% da produção da Plena, cuja fazenda fica a cerca de 60 km de Bogotá. A Plena pertencia a um grupo americano que resolveu sair do mercado de cannabis.
“Com essa transação, vamos ampliar a verticalização da nossa operação. Reduziremos nossos custos em R$ 190 milhões nos próximos 10 anos”, disse Guilherme Franco, co-CEO de competitividade e desenvolvimento científico da Ease Labs, sem revelar o valor da aquisição.
No ano passado, a farmacêutica comprou uma empresa de desenvolvimento genético de cannabis também da Colômbia e, antes, havia adquirido uma empresa de purificação de insumos que faz o processamento do canabidiol isolado — mercado em que a empresa mineira é a segunda maior, atrás apenas da Prati-Donaduzzi.
A Plena conta com uma área de 29 hectares, com 510 variedades genéticas da planta, o que possibilita à empresa mineira desenvolver diferentes produtos à base de cannabis.
Segundo Franco, o insumo é importado e o produto é desenvolvido em sua fábrica em Minas Gerais. “Trazer já pronto não vale a pena, há um tributo alto, a logística eleva o custo e o tempo de importação é longo”, explicou o co-CEO de competitividade e desenvolvimento científico da Ease Labs, que tem como investidores o ItaúCotação de Itaú BBA e os fundos Airborne, Bullside e L5 Capital.
Há alguns meses, a Ease entrou no mercado de extrato de cannabis — produto que ainda tem uma fatia menor, mas cresce mais do que o cannabidiol isolado do ano passado para cá.
A empresa, que é uma das pioneiras no mercado de cannabis no Brasil, também deve ser uma das primeiras a fincar o pé no mercado regulado. A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) escolheu a Ease para acompanhar todas as etapas de pesquisas clínicas para que a cannabis seja considerada medicamento. Apenas as empresas que investirem no desenvolvimento dessas pesquisas poderão permanecer nesse mercado.
Fonte: Valor Econômico


